
O Bitcoin mergulhou abaixo de US$ 75 mil no fim de semana e opera nesta segunda-feira a US$ 77.941, acumulando queda de 11% em sete dias. A maior criptomoeda do mundo, que atingiu máxima histórica de US$ 126 mil em outubro de 2025, enfrenta agora uma correção de 40% que coloca os investidores em estado de alerta máximo.
O Índice de Medo e Ganância, termômetro do sentimento do mercado cripto, despencou para 14 pontos, sinalizando “medo extremo” e marcando uma das pontuações mais baixas do indicador que varia de 0 a 100.
Bitcoin: o que provoca a sangria no mercado
A turbulência vai além dos números. De acordo com a Exame, o mercado registrou US$ 2 bilhões em liquidações forçadas de posições desde quinta-feira, quando traders são obrigados a vender automaticamente ao atingir determinados níveis de preço. Esse efeito cascata amplia a volatilidade e acelera quedas.
Guilherme Prado, country manager da Bitget, explica que a recente queda é impulsionada principalmente pelo sentimento negativo persistente no mercado cripto, seguida por correções no ouro e metais preciosos. A incerteza em torno da nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve intensifica o movimento, que ele caracteriza como “um evento de desalavancagem amplificado por um choque macroeconômico, não uma mudança estrutural”.
Os fundos negociados em bolsa de Bitcoin também contribuíram para a pressão vendedora, com saídas de US$ 1,7 bilhão na semana passada.
Previsão para o Bitcoin: até onde pode cair
Para o curto prazo, Prado projeta oscilações entre US$ 70 mil e US$ 80 mil, com possíveis quedas pontuais devido à liquidez reduzida. A estabilização pode ser confirmada por uma recuperação do Índice de Medo e Ganância acima de 40 pontos e pela redução dos volumes de liquidação.
Analistas de mercado observam com atenção a média móvel de 200 semanas, que atualmente se situa em US$ 57.926. Esse indicador técnico marcou fundos de mercado em todos os ciclos anteriores de Bitcoin, em 2015, 2019 e 2022, funcionando como suporte histórico durante mercados baixistas. Alguns especialistas mais pessimistas, como John Blank da Zacks, chegam a projetar uma queda até US$ 40 mil nos próximos seis a oito meses.
O Ethereum segue na mesma toada, operando abaixo de US$ 2,2 mil e podendo testar níveis ainda mais baixos caso a pressão vendedora persista no mercado.