Foto: Divulgação
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O Mercado Bitcoin deu mais um passo para se consolidar como elo entre o mercado financeiro tradicional e a economia cripto. A empresa anunciou a aquisição da corretora de câmbio, títulos e valores mobiliários (CCTVM) do Banco Mercantil, em uma operação já autorizada pelo Banco Central do Brasil e em fase final de publicação no Diário Oficial.

A movimentação amplia de forma relevante o escopo regulado do MB, que passa a operar com ainda mais profundidade em áreas como títulos, valores mobiliários e câmbio, além dos criptoativos. Na prática, a aquisição reforça a tese da companhia de que cripto deixou de ser um mercado paralelo e passou a integrar, de forma definitiva, a infraestrutura financeira.

Mercado Bitcoin fortalece ecossistema

A compra da corretora ocorre em um momento-chave para o setor. A regulamentação dos criptoativos no Brasil, combinada às novas resoluções do BC que entram em vigor a partir de fevereiro, vem acelerando a aproximação entre bancos, corretoras tradicionais e plataformas cripto.

Com a incorporação da CCTVM, o Mercado Bitcoin fortalece um ecossistema que já inclui instituição de pagamento, administradora de valores mobiliários e plataforma de investimento participativo, todas sob supervisão de órgãos como o Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central.

O movimento dialoga com o que já vem acontecendo no exterior. A entrada de grandes instituições financeiras globais no mercado cripto, especialmente após o lançamento dos ETFs de Bitcoin, mudou o patamar de legitimidade do setor e acelerou a adoção institucional.

Cripto-as-a-Service ganha tração

Além do avanço regulatório, a aquisição reforça a aposta do MB em Cripto-as-a-Service (CaaS). A vertical B2B permite que bancos, corretoras, assessorias, family offices e agentes autônomos ofereçam criptoativos aos seus clientes utilizando a infraestrutura do Mercado Bitcoin, de acordo com informações do “Valor Econômico“.

Esse modelo vem ganhando relevância justamente porque resolve um dos principais gargalos do mercado: oferecer cripto de forma regulada, integrada e escalável, sem que instituições tradicionais precisem construir toda a infraestrutura do zero.

Atualmente, mais de 100 assessores de investimento já utilizam a plataforma, e os parceiros B2B concentram a maior parte do volume negociado em renda fixa digital. Outro destaque é o crédito com garantia em cripto, ainda pouco comum no Brasil, mas visto como um dos próximos vetores de crescimento do setor.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.