
A fintech Dakota, originalmente um neobank focado em serviços bancários para empresas, anunciou uma transformação estratégica: agora está lançando uma plataforma de infraestrutura de stablecoins voltada para negócios, fintechs e operações corporativas. A informação foi publicada pelo American Banker em 29 de janeiro de 2026.
Segundo a matéria, a Dakota — fundada por Ryan Bozarth, ex-executivo da Coinbase Custody — pretende oferecer serviços que vão além de uma conta bancária digital tradicional. A empresa está migrando sua atuação para um modelo em que fornece ferramentas essenciais para movimentação global de dinheiro em stablecoins por meio de APIs, incluindo:
- custody de stablecoins;
- operações de tesouraria e pagamentos transfronteiriços;
- ferramentas de conformidade e AML/KYC;
- integração com sistemas de pagamento corporativo.
O CEO afirma que muitas empresas não querem ser instituições financeiras nem construir toda a infraestrutura regulatória e operacional internamente. A Dakota assume essas funções, permitindo que equipes de produtos se concentrem em seus clientes e serviços principais.
O que isso significa
- A Dakota já tinha uma base de negócios tradicional de neobank, mas agora reposiciona sua oferta para atender à crescente demanda corporativa por stablecoins.
- A plataforma será oferecida via APIs, simplificando a integração de stablecoin-based money movement (pagamentos, tesouraria, custódia, payouts) dentro de produtos empresariais e fintechs.
Adoção corporativa de stablecoins
Dados de relatórios do setor indicam que organizações que usam stablecoins para transações corporativas podem observar reduções de custos superiores a 10% em pagamentos cross-border, comparado às soluções tradicionais de bancos comerciais. Essa economia está impulsionando demanda por soluções digitais nativas.
A evolução da Dakota acompanha um movimento mais amplo no mercado financeiro: empresas buscam dinheiro programável (programmable money), em que fluxos de pagamento e processos de tesouraria são automatizados via APIs em vez de sistemas bancários legados.
Competição e regulação
O interesse por stablecoins e infraestrutura digital está crescendo — conforme destacado em outras reportagens recentes — e bancos tradicionais, empresas de pagamentos e bancos centrais estão testando pilotagens que exploram liquidações em tempo real e integração com ativos digitais.
No entanto, a ampliação de soluções de stablecoin corporativo depende tanto de maturidade regulamentar quanto da capacidade dessas infraestruturas de garantir conformidade e segurança em diferentes jurisdições.
A Dakota planeja continuar oferecendo serviços bancários aos seus clientes mesmo com a expansão da plataforma de stablecoin e está no processo de obter licenças operacionais adicionais nos EUA e na Europa.