
Bancos globais estão diversificando suas apostas em inteligência artificial e reduzindo a dependência da OpenAI como fornecedor principal de modelos de linguagem. Dados da plataforma Evident mostram que a participação da OpenAI caiu de cerca de 50% para aproximadamente um terço dos casos de uso divulgados pelos maiores bancos do mundo entre meados de 2024 e o final de 2025.
Coding vira campo de batalha entre provedores
O movimento reflete uma competição cada vez mais acirrada entre laboratórios de IA. Segundo a Banking Exchange, a geração e revisão de código emergiu como o principal campo de disputa — e também como o primeiro caso de uso de IA generativa com retorno sobre investimento comprovado no setor bancário.
Nesse cenário, Anthropic vem ganhando terreno como referência em coding, enquanto o Google aproveita relacionamentos existentes em infraestrutura de nuvem para facilitar integrações. A estratégia do Google ficou evidente em dezembro, quando o BNY anunciou a integração do Gemini Enterprise em sua plataforma interna de IA, a Eliza.
Mercado maduro exige especialização
O movimento não significa que a OpenAI esteja perdendo relevância, mas sinaliza que o mercado de IA corporativa amadureceu. Banqueiros ouvidos pela Evident apontam que a OpenAI não é mais a única provedora capaz de atender requisitos operacionais e regulatórios do setor financeiro — especialmente conforme concorrentes aceleram o desenvolvimento de produtos e fortalecem parcerias empresariais.
A diversificação também reflete estratégias mais sofisticadas das instituições financeiras, que buscam provedores especializados para diferentes casos de uso em vez de depender de um único fornecedor. Para o setor bancário, que foi um dos primeiros a adotar IA generativa em larga escala, essa mudança pode sinalizar uma tendência mais ampla no mercado corporativo.