
A Avenue, fintech do Itaú que ajudou a popularizar investimentos internacionais entre brasileiros, acaba de dar um passo decisivo em sua trajetória institucional ao receber do Banco Central do Brasil a autorização para operar como banco de investimento, um marco regulatório que amplia o escopo de atuação da companhia e reforça sua estratégia de longo prazo no sistema financeiro.
A licença permite que a Avenue expanda seu portfólio de serviços, com destaque para operações de câmbio com maior autonomia e o desenvolvimento de produtos de financiamento cross-border, voltados a clientes com patrimônio e fluxos financeiros distribuídos entre diferentes países. Na prática, a empresa passa a operar com uma estrutura mais robusta para atender uma base de investidores cada vez mais globalizada.
Fintech do Itaú ganha autonomia para operar câmbio
Com a nova autorização, a Avenue poderá utilizar o próprio balanço em operações de câmbio, o que tende a gerar ganhos relevantes de eficiência, escala e controle operacional. A atuação como banco de investimento será integrada à infraestrutura já existente da companhia, conectando suas operações no Brasil à plataforma internacional que atende investidores no exterior.
O movimento também reforça o posicionamento da Avenue como braço estratégico do Itaú Unibanco para a internacionalização financeira de clientes pessoas físicas. Ao avançar no campo regulatório, a empresa passa a disputar um espaço mais amplo dentro do ecossistema financeiro, indo além da intermediação de investimentos internacionais.
Segundo Roberto Lee, fundador e CEO da companhia, a autorização faz parte de um plano de consolidação institucional. “A autorização bancária integra nossa estratégia de longo prazo, voltada à construção de uma infraestrutura robusta e completa, no Brasil e no exterior, reforçando segurança e governança na jornada de internacionalização dos brasileiros”, afirmou, de acordo com o “Times Brasil“.
Consolidação regulatória e próximos passos
Para Lee, o avanço regulatório acompanha uma mudança estrutural no comportamento dos investidores. “A vida financeira do brasileiro está se conectando ao mundo de forma intensa e com volumes cada vez mais relevantes. Ter licenças locais e internacionais é essencial para liderar o movimento da Diáspora Patrimonial”, disse.
A licença concedida pelo Banco Central consolida a Avenue como uma instituição com presença regulatória mais relevante no país, ao mesmo tempo em que a empresa avança em outras frentes estratégicas. Entre elas, estão novas operações e a expansão institucional nos Estados Unidos, onde a companhia pretende evoluir na obtenção de licenças voltadas à custódia e compensação de ativos, buscando maior independência operacional.
Mais do que uma mudança de classificação, a autorização para operar como banco de investimento sinaliza a maturidade da Avenue e reforça uma tendência mais ampla no mercado financeiro: fintechs que nasceram focadas em nichos específicos agora buscam escala, robustez regulatória e protagonismo em operações cada vez mais globais.