Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A DólarApp, fintech fundada por ex-funcionários da Revolut, colocou o Brasil no centro de sua estratégia de crescimento. A empresa espera que o país passe a responder por ao menos metade de sua operação, considerando usuários, faturamento ou volume transacionado.

Criada em 2021 por Fernando Terrés, Álvaro Correa Gallardo e Zach Garman, a DólarApp atende o público latino que utiliza stablecoins para transferências e pagamentos internacionais. A proposta é oferecer operações com taxa total de 0,5%, mirando usuários que buscam acesso ao dólar e alternativas mais eficientes ao sistema tradicional de câmbio.

Atualmente, a fintech soma quase dois milhões de usuários no México, Argentina e Colômbia. A operação brasileira foi iniciada em janeiro de 2025 e, em pouco mais de um ano, passou a ser tratada como prioridade estratégica dentro da companhia.

DólarApp vê Brasil com papel decisivo

Segundo a empresa, o tamanho do mercado brasileiro e a demanda recorrente por exposição ao dólar tornam o país decisivo para a próxima fase de crescimento. A expectativa é que o Brasil ganhe peso rapidamente tanto na base de clientes quanto na geração de receita.

Apesar do potencial, a DólarApp reconhece que o ambiente local é mais competitivo do que em outros mercados da América Latina. O país concentra diversos players oferecendo contas globais, soluções de câmbio digital e produtos voltados a pagamentos internacionais, o que eleva o nível de exigência para novos entrantes.

Para Bernini, executivo da companhia, esse cenário funciona como um teste de maturidade do produto. A fintech aposta que, se conseguir se destacar no Brasil, estará validando sua proposta em um dos mercados mais disputados da região, segundo informações do “Valor“.

Stablecoins e pagamentos internacionais

A DólarApp opera na interseção entre fintechs e o ecossistema cripto, utilizando stablecoins como base tecnológica para transferências internacionais. O modelo busca reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e acelerar liquidações, especialmente em países com histórico de volatilidade cambial.

A expansão no Brasil ocorre em um momento de maior atenção regulatória sobre ativos digitais, mas também de amadurecimento da demanda por soluções que facilitem pagamentos internacionais e proteção cambial. Nesse contexto, a fintech vê espaço para crescer mesmo em um mercado mais concorrido.

Com a aposta no Brasil, a DólarApp reforça sua ambição de consolidar presença na América Latina e transformar o país em seu principal motor de crescimento nos próximos anos.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.