Foto: Divulgação
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Do paddock da Fórmula 1 às provas de resistência do triatlo, o Nubank amplia sua estratégia de posicionamento de marca e passa a ocupar, de forma mais consistente, o território dos esportes premium. Após anunciar o patrocínio da equipe Mercedes-AMG Petronas, na F1, a fintech confirmou que será a patrocinadora master do Ironman Brasil, em parceria com a Unlimited Sports.

O acordo envolve as provas do Ironman e da TRIDAY SERIES e terá como eixo central o Nubank Ultravioleta, segmento voltado a clientes de maior renda. A marca premium do banco será usada para conectar serviços financeiros a experiências ligadas a performance, bem-estar e estilo de vida, atributos fortemente associados ao triathlon.

Segundo o Nubank, estão previstas dez provas ao longo de 2026, reunindo cerca de 15 mil atletas amadores e profissionais. Entre as iniciativas previstas estão pré-venda exclusiva de inscrições para clientes Ultravioleta, ativações nas arenas de prova, descontos e ações de relacionamento com os participantes.

“Nossos dados mostram que esporte e bem-estar são prioridades para nossos clientes. Do total de atletas que competiram nos últimos anos no ironman, 70% já são clientes do Nubank”, afirmou Juliana Roschel, CMO da fintech, em nota.

Ultravioleta como plataforma de marca no Nubank

A entrada no ironman reforça o papel do Ultravioleta como plataforma de branding, e não apenas como um produto financeiro. Ao associar o cartão e seus benefícios a eventos esportivos de alto engajamento e perfil aspiracional, o Nubank busca aprofundar o vínculo com um público que valoriza experiências, exclusividade e identidade de marca.

O movimento também evidencia uma transição mais ampla da fintech: de uma empresa reconhecida pela inclusão financeira e simplicidade, para uma marca financeira de espectro mais amplo, capaz de disputar atenção com bancos tradicionais no segmento de alta renda.

Esporte como estratégia, não só visibilidade

A aposta em esportes como Fórmula 1 e ironman indica que o Nubank vê essas plataformas como algo além de mídia. São ambientes que permitem ativação direta, relacionamento contínuo e construção de comunidade, especialmente em um contexto em que produtos financeiros tendem a se commoditizar.

Ao ocupar esses espaços, o banco transforma eventos esportivos em pontos de contato recorrentes com clientes e potenciais usuários, reforçando atributos como performance, disciplina e inovação. A estratégia também acompanha uma tendência mais ampla do setor financeiro, em que bancos disputam o imaginário do consumidor tanto quanto sua conta corrente.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.