
No mercado da música, a espera pelo dinheiro muitas vezes dura mais que a produção do álbum. A Tune.Bank nasceu para mudar esse cenário. Criada dentro do ecossistema da TuneTraders, a fintech desenvolveu uma plataforma que oferece antecipação de royalties, crédito inteligente e liquidez sob demanda para músicos e artistas da economia criativa, um público historicamente negligenciado pelos bancos.
Com tecnologia própria baseada em blockchain, a Tune.Bank criou uma ponte entre o fluxo digital da música e as finanças do artista. A proposta é simples e potente: permitir que criadores acessem o que têm a receber de plataformas de streaming, direitos autorais e projetos sem depender de prazos longos ou estruturas bancárias engessadas.
Tune.Bank atende profissionais da música
A fintech, segundo o “Música & Mercado“, atende especialmente profissionais da música que atuam de forma independente ou que não têm acesso a linhas de crédito convencionais. Segundo projeções da empresa, mais de 13 mil músicos devem receber R$ 7 milhões em liquidez até 2026, transformando um mercado onde previsibilidade financeira é tão escassa quanto valorizada.
Por trás da iniciativa está o fundador e CEO Vittório Brun, que expandiu a atuação da empresa de soluções de tecnologia musical para um modelo mais amplo de serviços financeiros, com o olhar voltado à sustentabilidade da carreira de quem vive da criação artística.
Do nicho ao impacto estrutural
A Tune.Bank se insere em uma tendência impotante: a das fintechs verticalizadas, que atendem públicos com necessidades específicas, mas impacto sistêmico. No caso da música, o efeito é destravar o capital que já existe, mas que circula devagar.
Ao digitalizar esse fluxo com segurança e velocidade, a empresa oferece acesso a crédito e também reposiciona músicos como agentes econômicos plenos. E faz isso com tecnologia, sem abrir mão da sensibilidade cultural que o setor exige.