
O Let’s Money Podcast abriu espaço, ao longo de 2025, para líderes que estão colocando a Inteligência Artificial no centro da transformação digital do setor financeiro. Muito além do hype, os episódios mostraram como bancos, cooperativas, fintechs e plataformas estão enfrentando os desafios de dados, governança e execução com estratégias claras. Neste especial, reunimos três entrevistas essenciais para entender onde a IA financeira está e para onde vai.
InvestPlay e a hiperpersonalização em escala com IA proprietária
“O dado do Open Finance é mais fácil de acessar que o dado interno”, diz Iago Oselieri, CEO da InvestPlay. A frase resume um dos principais desafios da personalização no setor: a fragmentação dos dados dentro das próprias instituições. A solução da InvestPlay? Uma IA proprietária que roda dentro do ambiente do banco, sem criar novos silos e sem tirar os dados da infraestrutura existente.

“Não vou criar um encanamento novo. Vou bater direto na caixa d’água”, explica.
A plataforma permite que áreas de negócio usem dados transacionais de forma autônoma, com testes em ambiente no-code e insights acionáveis para milhões de clientes.
A IA da InvestPlay é vertical, treinada em dados financeiros, e gera correlações inesperadas como a associação entre gastos com pets e churn de cartão.
“Se o banco leva quatro meses pra agir, o cachorro já se recuperou. Perdeu o timing”, provoca Oselieri. O futuro, segundo ele, está nos agentes autônomos que tomarão decisões com base em contexto.
Verity: IA como parte de uma jornada de transformação mais ampla
Marcelo Oliveira, Diretor de Estratégia e Soluções da Verity, relembra as três ondas da transformação digital: o mobile first, a nuvem com microserviços, e agora, a IA com foco em eficiência, ambidestria e controle de custos. “Elasticidade infinita é armadilha se você não gerencia o custo”, alerta.

Com o framework Verity Quantum, a empresa ajuda instituições a adotarem IA com clareza de negócio, segurança e visão estratégica. A principal pergunta, segundo ele, não é “como usar IA?”, mas “será que estou preparado para ela?”.
A maturidade de dados, a arquitetura tecnológica e a governança são pilares da implantação bem-sucedida. “A IA pode ser poderosa, ou só mais um slide bonito, dependendo da base sobre a qual ela está construída.”
Unicred e a adoção responsável da IA generativa
Na entrevista com Mateus Casanova, Head de Inovação e IA da Unicred, o foco está na aplicação prática. A cooperativa definiu três pilares para IA em 2024: eficiência operacional, transformação de produtos e personalização de atendimento.
A partir da observação do uso espontâneo de IA por colaboradores, a Unicred estruturou uma estratégia com governança clara e testes pilotos. Hackathons, desenvolvimento com IA generativa, agentes virtuais e reestruturação de base de conhecimento estão entre as iniciativas já em operação.
“O risco não é usar IA. O risco é usar sem governança”, reforça Casanova. Com produtos como a assistente Duda, a cooperativa avança com cautela, sem perder agilidade.
O que une as três conversas é uma visão pragmática da IA: ela é poderosa, mas exige estrutura, propósito e responsabilidade. Seja para gerar campanhas personalizadas, melhorar o atendimento ou acelerar o desenvolvimento, a inteligência artificial está saindo do laboratório e entrando no dia a dia de quem constrói o sistema financeiro do futuro. Essas e outras entrevistas você acompanha em nosso Canal no YouTube e na nossa editoria “Podcasts”.