
O Lloyds Banking Group lançou sua AI Academy, um programa interno de treinamento em inteligência artificial que visa equipar todos os 67 mil colaboradores com competências em IA, independentemente da função ou nível de expertise, com o objetivo de alcançar 100 % de alfabetização em IA até o fim de 2026.
O projeto entra num momento em que instituições financeiras buscam cada vez mais incorporar IA em operações, serviços ao cliente e processos internos. Para o banco, treinar toda a sua força de trabalho é tanto uma resposta às demandas do mercado quanto uma estratégia de transformação cultural e operacional.
AI Academy: IA para todos os times
A AI Academy começa com um módulo obrigatório sobre “Trabalhar com IA de forma responsável”, alinhado a padrões éticos e de segurança do grupo, e já disponível na plataforma interna de aprendizagem. Em seguida, o programa oferece conteúdo variado, módulos interativos, cursos curtos, artigos, podcasts e espaços para aprendizado coletivo, adaptado às diferentes necessidades dos colaboradores, desde usuários básicos até líderes, desenvolvedores e facilitadores de IA.
Esse modelo de ensino modular e acessível facilita que profissionais de áreas diversas, atendimento, operações, risco, compliance, produto, compreendam como aplicar a tecnologia no seu cotidiano de trabalho, sem depender exclusivamente de times técnicos. A iniciativa também complementa outras ações de desenvolvimento de habilidades em IA já em curso no banco, como programas focados em liderança e engenharia de dados.
Especialistas internos ressaltam que incorporar IA de forma responsável é tão importante quanto dominar a tecnologia. Começar pela ética no uso e pelos impactos nos clientes é uma forma do banco mitigar riscos e gerar confiança interna e externa na adoção de sistemas inteligentes.
Por que isso importa para o setor financeiro
A decisão do Lloyds de investir em treinamento em larga escala sinaliza uma tendência maior: a IA não é mais domínio exclusivo de engenheiros e cientistas de dados. Bancos e instituições financeiras que promovem aprendizado amplo em IA esperam reduzir custos operacionais, acelerar inovação, personalizar serviços e manter vantagem competitiva. Por exemplo, a expectativa é que colaboradores mais preparados identifiquem oportunidades de automação de processos repetitivos ou melhoria em produtos com base em dados.
O desafio está em escalar esse tipo de formação de modo consistente, e garantir que o conhecimento seja aplicado em projetos reais. O Lloyds acredita que, ao democratizar o acesso à IA dentro da organização, consegue não apenas impulsionar resultados hoje, mas também criar uma base sólida para inovações futuras.