A Rogo captou US$ 160 milhões em uma rodada Série D liderada pela Kleiner Perkins, elevando o total captado para mais de US$ 300 milhões. A plataforma de IA para bancos de investimento tem 35 mil profissionais em mais de 250 instituições e lançou Felix, agente autônomo que executa processos financeiros de múltiplas etapas sem intervenção humana.
Rogo: Série D em números
| Métrica |
Valor |
| Rodada Série D |
US$ 160 milhões |
| Investidor líder |
Kleiner Perkins |
| Total captado |
Mais de US$ 300 milhões |
| Profissionais na plataforma |
35.000+ em 250+ instituições |
| Agente autônomo |
Felix (lançado recentemente) |
Dados divulgados pela Rogo na Série D. Fonte: FFNews
Felix: agente autônomo para fluxos de ponta a ponta
O Felix é o principal produto da Rogo: um agente de IA que executa de forma independente processos financeiros complexos, da triagem de negócios e geração de CIM até a prospecção de compradores e due diligence em data rooms. A proposta é substituir tarefas assíncronas historicamente feitas por analistas juniores, liberando profissionais sênior para foco em julgamento de clientes e gestão de relacionamentos.
Rothschild, Jefferies, Lazard, Moelis e Nomura estão entre as instituições que já utilizam a plataforma em fluxos de originação, execução, consultoria e inteligência de portfólio. “As instituições financeiras mais sofisticadas do mundo estão reformulando fundamentalmente a maneira como operam usando IA, e estão optando por fazer isso com a Rogo”, disse Gabriel Stengel, CEO e cofundador da empresa. A expansão inclui uma tendência mais ampla de IA autônoma em bancos, que já abrange atendimento e operações.
Round com apoio institucional e de risco de primeira linha
A Série D reúne Sequoia, Thrive Capital, Khosla Ventures e JP Morgan Growth Equity Partners ao lado da Kleiner Perkins, combinação incomum de venture capital de primeira linha e capital de crescimento de um grande banco de investimento. Mamoon Hamid, sócio da Kleiner Perkins, afirmou que “quando uma plataforma se torna o sistema operacional de um setor inteiro, a oportunidade é geracional.”
O envolvimento de uma instituição financeira como co-investidora em uma plataforma de IA que automatiza parte dos fluxos do próprio setor sinaliza que grandes bancos preferem ser acionistas da transformação a reagir a ela. A adoção de agentes de IA em grandes instituições financeiras vem se acelerando globalmente em diferentes segmentos.
O que observar
Plataformas de IA que automatizam fluxos de analistas juniores em bancos de investimento enfrentam uma tensão estrutural: as próprias instituições que as financiam são as que mais dependem da pirâmide de profissionais que essas ferramentas deslocam. Vale acompanhar se a adoção em escala leva a uma reconfiguração do modelo de formação de talentos no setor, que historicamente usa o trabalho manual de juniors como etapa de aprendizado.
O segundo ponto a monitorar é regulatório: agentes autônomos que executam due diligence e originam negócios em mercados regulados precisam cumprir exigências de auditabilidade, explicabilidade e controle humano nas decisões. A velocidade de adequação às regras de IA da União Europeia, do Reino Unido e, no futuro, do Brasil, vai determinar o ritmo de expansão dessas plataformas fora dos EUA.
Fontes: FFNews • PRNewswire • Let’s Money • Let’s Money