Levantamento da consultoria Bain & Company divulgado nesta semana colocou o vínculo com a instituição à frente de salário e cartão como peso decisivo na corrida pela principalidade dos correntistas brasileiros. O estudo mapeou dez perfis e mostra que cada grupo chega ao banco principal por uma combinação própria de gatilhos.
Em todos os dez perfis, o relacionamento aparece como fator número um, mas a intensidade muda bastante. A pontuação atinge 24 entre os correntistas rotulados como “baixa renda autônomos” e cai para 13 entre os de “alta renda com crédito”. A conta-salário fica em segundo lugar; o cartão de crédito fecha o pódio.
Segundo a Bain, foram analisados os seguintes recortes: “alta renda com crédito, alta renda sem crédito, baixa renda endividada, baixa renda autônomos, baixa renda estáveis, idosos estáveis, idosos endividados, média renda funcionários públicos, média renda CLT e média renda jovens com crédito”.
| Fator | Perfil de maior peso | Perfil de menor peso |
|---|---|---|
| Relacionamento (1º) | Baixa renda autônomos (24 pts) | Alta renda com crédito (13 pts) |
| Conta-salário (2º) | Renda baixa estáveis (12 pts) | Alta renda com crédito (7 pts) |
| Cartão de crédito (3º) | Alta renda sem crédito (10 pts) | Idosos endividados (5 pts) |
Pontuação por perfil de correntista nos três principais fatores de definição do banco principal. Fonte: Valor Econômico.
Hiperpersonalização entra como ambição, não entrega
Para Silvio Marote, sócio da Bain, a leitura indica que oferta padronizada perde tração, mas a personalização real ainda é difícil de executar. “O mercado brasileiro é muito competitivo, então a batalha não é mais pela exclusividade, mas pela principalidade. Hiperpersonalização é a grande palavra da moda, mas fazer isso de verdade é bastante desafiador”, afirmou ao Valor. Em outra passagem, Marote acrescentou: “Esse contexto explica por que estratégias padronizadas tendem a limitar a capacidade dos bancos de ampliar participação e engajamento junto aos consumidores”.








