Investidores aportaram £18 milhões (cerca de R$ 122 milhões) na Monument Technology, vendor britânica que vende um modelo de ‘bank in a box’ apoiado no core bancário da Mambu, a mesma infraestrutura que já opera no Brasil com a Bankly. A captação superou em 80% o alvo inicial de £10 milhões e a empresa abriu a rodada Série A com valuation maior.
Monument Technology, captação seed em junho de 2026
| Item |
Detalhe |
| Round seed |
£18 milhões (cerca de R$ 122 milhões) |
| Alvo inicial |
£10 milhões |
| Excesso sobre o alvo |
80% |
| Série A |
Aberta, com aportes assegurados e valuation maior |
| Clientes |
Ecology Building Society e Castle Trust Bank |
| Stack core |
Mambu, Salesforce e Nice Actimise |
Dados do round divulgados pela Monument Technology. Fonte: Finextra.
O round e o que ele compra
O excesso de demanda mudou a régua de captação da empresa. A Monument fechou o seed em £18 milhões diante de um alvo original de £10 milhões e, em sequência, abriu Série A com aportes já assegurados a um preço por ação maior, segundo a Finextra. A vendor não divulgou nomes de investidores nem valuation.
Em paralelo, a empresa contratou o primeiro banco regulado no Reino Unido como cliente. A Ecology Building Society foi o cliente inaugural, com implementação concluída. O Castle Trust Bank entrou como segundo cliente em abril e migra agora a operação de poupança para a plataforma, com previsão de conclusão no início de 2027.
O que sustenta o ‘bank in a box’
A Monument vende uma camada de orquestração que integra três tijolos terceirizados: core bancário da Mambu, CRM da Salesforce e antifraude/AML da Nice Actimise. Em matéria do Let’s Money, a Mambu apareceu ao concluir em abril a primeira migração de core banking europeu com o Akbank AG, e segue entre as poucas plataformas que operam simultaneamente em mercado regulado europeu, africano e brasileiro.
“Vemos uma oportunidade considerável de redefinir a tecnologia bancária por meio da nossa solução BPaaS única e abrangente”, disse Steve Britain, CEO da Monument Technology, em comunicado (em tradução livre). Mintoo Bhandari, fundador e vice-presidente do conselho, acrescentou que os recursos serão usados para escalar o time e ampliar capacidades de plataforma na Europa e fora dela.
O que observar
O framework de banco-pronto vendido em formato modular, em que o vendor terceiriza core, CRM e antifraude, sobreviveu a um ciclo de demissões em provedores europeus de banking-as-a-service e ainda atrai capital no estágio seed. A pergunta operacional é se esses vendors conseguem ganhar margem suficiente quando o tíquete por cliente sobe e a complexidade regulatória aumenta. Vale acompanhar duas variáveis: quantos bancos regulados migram para BPaaS modular nos próximos doze meses e como provedores que orquestram componentes de terceiros precificam o risco de integração à medida que a regulação encolhe o número de players nesses mercados.
Fontes: Finextra • The Intermediary • The Fintech Times • Monument Technology