O Banco Central tem atuado para reduzir o espaço do crime organizado no sistema financeiro e trata a integridade do ambiente digital como pilar de desenvolvimento, afirmou a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Moreira Correa, nesta terça-feira (9). Segundo ela, um dos desafios é assegurar o letramento da sociedade com o sistema financeiro on-line, hoje usado por 96,4% dos adultos do país.
Bancarização no Brasil
| Indicador | Número |
|---|---|
| População adulta com conta bancária ou de pagamento | 96,4% |
| Pessoas com relação com o sistema financeiro | 175,2 milhões |
| Relacionamentos com bancos tradicionais | 171,3 milhões |
Bancarização da população adulta, Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central. Fonte: Poder360
A integridade vira pilar do ambiente digital
Em discurso na abertura do Congresso Brasileiro de Internet, organizado pela Abranet em Brasília, a diretora ligou a expansão dos serviços financeiros digitais à necessidade de blindar o sistema. “O Banco Central vem reforçando uma série de controles junto ao Sistema Financeiro Nacional, reforçando a infraestrutura de integridade de sistema”, disse. A autoridade adotou desde exigências mais rigorosas para participantes até mecanismos para recuperação de recursos em casos de fraude.
“Mais recentemente, essa agenda tem sido intensificada […] com medidas voltadas à própria redução do espaço do crime organizado e fortalecimento do controle das instituições financeiras”, afirmou Izabela. Na prática, o BC limitou em R$ 15 mil as transações de Pix e TED de instituições de pagamento ainda não autorizadas e antecipou para maio de 2026 o prazo para que elas peçam autorização. O movimento segue a linha de iniciativas como a da Receita Federal, que igualou exigências de fintechs às de bancos no combate a crimes.








