
O Bradesco encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 6,516 bilhões, alta de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5% sobre o terceiro trimestre. O resultado superou a média das projeções dos analistas, que apontavam ganho de R$ 6,410 bilhões. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) atingiu 15,2%, marcando a primeira vez que o indicador supera o custo de capital desde o início do plano de reestruturação do banco.
Crescimento mais forte que os rivais
A carteira de crédito do Bradesco alcançou R$ 1,089 trilhão, com expansão de 11% em 12 meses — ritmo significativamente superior ao dos concorrentes privados. Segundo o Valor Econômico, o Itaú cresceu 6% em 2025 e o Santander, apenas 3,7%. Para 2026, o banco projeta crescimento de crédito entre 8,5% e 10,5%, guidance mais ambicioso que o Itaú (5,5% a 9,5%).
O destaque do trimestre ficou com o cartão de crédito, que avançou 7,6% no período, e o segmento de pessoas jurídicas, que cresceu 9,7% no ano. A margem financeira somou R$ 19,245 bilhões, com alta de 13,2% em 12 meses.
Transformação pressiona despesas, mas mostra resultados
O CEO Marcelo Noronha afirmou que o banco terminou 2025 “um passo à frente do cronograma de transformação” e anunciou que investirá ainda mais no plano em 2026. As despesas operacionais totalizaram R$ 16,958 bilhões, com alta de 3,3% no ano, refletindo os investimentos em tecnologia e eficiência operacional. “Sabemos que esses investimentos pressionam temporariamente as nossas despesas, mas acreditamos que valem à pena por elevarem a nossa competitividade de médio e longo prazo”, declarou.
O executivo destacou que o banco começou 2026 em ritmo mais forte do que iniciou 2025, mantendo apetite ao risco moderado diante de um cenário macroeconômico desafiador. No ano completo, o Bradesco lucrou R$ 24,652 bilhões, avanço de 26,1%.