O consignado privado movimentou R$ 110 bilhões nos primeiros 11 meses desde sua reformulação em março de 2025. O volume representa um crescimento seis vezes maior que todo o ano de 2024, consolidando a modalidade como importante motor do crédito pessoal no Brasil. Os dados foram divulgados pelo Bank of America em relatório a clientes.
A participação do consignado privado no total de empréstimos pessoais saltou de 2% para 6% no período. O saldo dessas operações dobrou, atingindo R$ 83 bilhões em janeiro de 2026, segundo informações divulgadas pelo NeoFeed.
Itaú domina e BB diversifica portfólio
O Itaú lidera o mercado com 18% de participação, beneficiado pela migração de produtos antigos nos quais já era protagonista. A fatia do banco cresceu de 10% em junho de 2025 para o patamar atual.
O Banco do Brasil ocupa a segunda posição com 13% do mercado, refletindo esforços para diversificar sua carteira de crédito para pessoas físicas. O Santander completa o pódio com 11%, seguido por Parati e Caixa Econômica Federal, ambos com 8%, e Bradesco com 6%.
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Fintechs avançam com estratégia diferenciada
Players digitais marcam presença crescente no segmento. O Inter conquistou 3% de participação e o PicPay 2%, índices superiores às suas fatias no crédito pessoal total. O BofA estima que o consignado privado represente entre 5% e 20% das carteiras dessas instituições.
Em contraste, o Nubank mantém apenas 0,4% do mercado de consignado privado, bem abaixo de seus 5% no volume geral de crédito ao consumidor. Os bancos tradicionais operam com tíquete médio de R$ 5,8 mil e prazo de 25 meses, enquanto as fintechs trabalham com R$ 3,6 mil no mesmo período.
Perspectivas e regulação em debate
O BofA projeta novo impulso no segundo semestre de 2026, quando a possibilidade de usar o FGTS como garantia entrar em vigor. A expectativa é de expansão adicional da modalidade.
O governo federal discute a implementação de tetos para as taxas de juros do consignado privado. Porém, o banco americano questiona a eficácia da medida, argumentando que o risco de crédito varia significativamente entre trabalhadores, dificultando uma regulação uniforme.