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Deluxe acerta compra da Celero Commerce por US$ 625 mi

Centenária americana que inventou o talão de cheque expande em pagamentos e dados; deal de US$ 625 milhões deve fechar no terceiro trimestre.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Rock Staar na Unsplash

A Deluxe, americana fundada em 1915 para imprimir talões de cheque, anunciou um acordo para comprar a Celero Commerce, processadora de pagamentos de Nashville, por US$ 625 milhões em dinheiro. A operação, condicionada a aprovações regulatórias nos EUA, deve fechar no terceiro trimestre e acelera a virada da centenária para pagamentos e dados.

O movimento intensifica uma transformação que a Deluxe vem executando há mais de cinco anos. Em 2020, pagamentos e dados respondiam por 31% da receita da companhia. Com o fechamento do acordo, esse mix deve subir para 57% em 2026, projeção que a empresa apresentou no anúncio da operação.

Pagamentos e Dados na receita da Deluxe

Ano Participação na receita
2020 31%
2026 (projeção pós-acordo) 57%

Projeção apresentada pela Deluxe no anúncio do acordo. Fonte: Deluxe Investor Relations

O que está em jogo no acordo

A Celero Commerce fechou 2025 com receita acima de US$ 200 milhões e margem de Ebitda ajustado de 28%, segundo os dados que a Deluxe divulgou no anúncio. Juntas, as duas operações processaram cerca de US$ 70 bilhões em volume bruto transacionado no ano passado, o que coloca o grupo entre as dez maiores adquirentes não-bancárias dos EUA. A Deluxe já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano em pagamentos.

O financiamento envolve um empréstimo a prazo de US$ 375 milhões liderado pelo BofA em sindicato com outros quatro bancos, somado a uma linha rotativa existente. A companhia estima sinergias de custo acima de US$ 15 milhões em 24 meses, com alavancagem líquida em torno de 3,9x no fechamento e meta de cair abaixo de 3,0x no mesmo período.

“Adicionar a Celero [Commerce] acelera imediatamente nossa transformação e desloca nosso mix de receita de forma decisiva em direção aos nossos segmentos em crescimento de Pagamentos e Dados”, disse Barry McCarthy, presidente e CEO da Deluxe, no comunicado oficial. O movimento recoloca a companhia em um ciclo de consolidação semelhante ao que marcou a compra da Worldpay pela Global Payments, aprovada no fim de 2025, e a outras manobras de processadoras americanas que vêm ampliando capacidades adjacentes, caso da Fiserv ao incorporar BNPL ao débito com a Affirm.

O que observar

Vale acompanhar como companhias com receita majoritariamente atrelada a formatos legados de pagamento conseguem executar a virada para segmentos eletrônicos via aquisição integral de processadoras independentes. A operação costuma acelerar o pivô, mas adiciona custos de integração tecnológica e cultural que pressionam margens nos primeiros trimestres. O teste prático será se as sinergias anunciadas se materializam antes de a meta de alavancagem ser atingida, sobretudo num ciclo de juros americano ainda acima da média histórica.

Fontes: FinextraDeluxe Investor RelationsLet’s Money

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