A adoção de IA por bancos e seguradoras pode repetir os mesmos erros cometidos na implementação de nuvem e big data. Um estudo da Capco, consultoria global de tecnologia focada em finanças, aponta que as instituições financeiras investem em ferramentas e projetos-piloto, mas negligenciam barreiras organizacionais como governança, silos e hierarquias rígidas.
O levantamento “IA em Serviços Financeiros: Novas Fronteiras, Velhos Hábitos?” revela que o foco excessivo em metas de desempenho e testes isolados impede que as empresas colham resultados satisfatórios. Segundo Luciano Sobral, South America Managing Partner da Capco, os pilotos servem mais para testar a tecnologia do que para entender como ela pode melhorar a operação.
Estrutura antes de ferramenta
Conforme publicado pelo TI Inside, algumas instituições já aprenderam com erros anteriores. Elas entendem que a tecnologia representa uma mudança no modelo operacional e na arquitetura, não apenas uma atualização de ferramenta. Essas organizações adotam portfólios integrados e compartilham responsabilidades entre líderes.
A Capco identificou cinco princípios essenciais: alinhamento sobre alavancas estratégicas com IA, redesenho de processos e fluxos de dados, construção de fundamentos corporativos em vez de pilotos isolados, gestão multifuncional das equipes e integração dos times desde o início do desenvolvimento.








