
O Itaú Unibanco (ITUB4) está prestes a divulgar mais um trimestre de lucro robusto. O mercado já dá como certo o script: inadimplência controlada, retorno sobre patrimônio acima de 20% e crescimento sustentado da carteira de crédito. Mas, no enredo do maior banco privado do país, o que vale mesmo é a próxima cena: o guidance para 2026.
Itaú (ITUB4): lucro firme, margem de olho
Analistas projetam um lucro líquido recorrente de R$ 12,2 bilhões no 4T25, alta de 15,6% na comparação anual. O ROE deve bater 24,2%, distanciando-se ainda mais dos pares — e reforçando a tríade que o banco vem cultivando com disciplina: previsibilidade, solidez e rentabilidade.
Segundo o portal SeuDinheiro, o JP Morgan o resume como “sólido como uma rocha”. A XP destaca o ritmo saudável de expansão da carteira, mesmo em um ambiente mais seletivo. Já o BofA aposta no crescimento da margem financeira com clientes, impulsionada pelo mix de produtos e pela reprecificação diante de juros ainda elevados.
Mas nem tudo vai subir no mesmo ritmo. A margem de mercado — que se beneficiou da tesouraria no trimestre anterior — deve normalizar. E as provisões para perdas, embora ainda sob controle, tendem a crescer dentro do intervalo previsto: entre R$ 34,5 bi e R$ 38,5 bi.
O que esperar do Itaú em 2026?
Para além do resultado do 4T25, o foco dos investidores já se desloca. O centro das atenções é o guidance para 2026 — e dois pilares devem comandar as análises: o crescimento da carteira de crédito e o controle das despesas administrativas.
O Safra destaca o desempenho das PMEs, impulsionado por linhas garantidas pelo governo, enquanto a operação na América Latina segue resiliente. Mas há uma incógnita extra no radar: a contribuição do Itaú para cobrir o rombo do Banco Master no FGC.
Com um histórico de constância que beira o tédio — no bom sentido —, o Itaú entra em mais um ciclo tentando manter o equilíbrio entre crescer com segurança e entregar previsibilidade com fôlego. E, até aqui, segue fazendo isso como ninguém.