
O Itaú Unibanco reportou resultado recorrente gerencial de R$ 46,8 bilhões em 2025, expansão de 13,1% em relação a 2024. No quarto trimestre, o lucro alcançou R$ 12,3 bilhões, alta de 3,7% na comparação trimestral e de 13,2% no confronto anual, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (5).
Resumo
O banco encerrou 2025 com retorno sobre patrimônio líquido (ROE) recorrente gerencial de 23,4% no consolidado e 24,6% nas operações brasileiras. A carteira de crédito total atingiu R$ 1,49 trilhão, crescimento de 6,0% em 12 meses. A margem financeira com clientes somou R$ 121,1 bilhões no ano, avanço de 12,1%, enquanto o índice de eficiência consolidado melhorou 1,8 ponto percentual, para 38,8%.
Dados chave
- Resultado recorrente gerencial 2025: R$ 46,8 bilhões, +13,2% vs 2024 (Itaú Unibanco)
- ROE consolidado: 23,4% em 2025, comparado a 22,2% em 2024
- Carteira de crédito: R$ 1.490,8 bilhões em dez/25, +6,0% vs dez/24
- Margem financeira com clientes: R$ 121,1 bilhões em 2025, +12,1% anual
- Índice de eficiência consolidado: 38,8% em 2025, melhora de 1,8 p.p.
- Distribuição de resultados: R$ 33,7 bilhões, payout de 72,0% antes de impostos
- NPL 90 dias consolidado: 1,9% em dez/25, estável vs set/25
- Índice de capital nível I: 13,8% em dez/25
Rentabilidade e criação de valor
O ROE recorrente gerencial consolidado atingiu 24,4% no quarto trimestre, aumento de 1,1 ponto percentual frente ao 3T25 e de 2,3 pontos percentuais ante o 4T24. Nas operações Brasil, o indicador alcançou 26,0% no trimestre, expansão de 1,8 p.p. trimestral e 2,6 p.p. anual.
A criação de valor totalizou R$ 18,5 bilhões em 2025, crescimento de R$ 1,9 bilhão em relação a 2024. O custo de capital médio foi de 15,0% no ano.
Evolução da carteira e qualidade de crédito
A carteira de crédito expandiu 6,3% no trimestre, excluindo variação cambial, com destaque para pessoas físicas (+3,9% trimestral) e micro, pequenas e médias empresas (+8,8% trimestral). O crédito imobiliário cresceu 12,8% em 12 meses, consolidando o Itaú como maior banco privado no segmento, com 50% de market share entre privados na originação 2025.
O indicador de inadimplência NPL 90 dias manteve-se estável em 1,9% no consolidado. No Brasil, o NPL 90 dias ficou em 1,9%, com melhora de 0,1 ponto percentual no trimestre. O custo do crédito anualizado permaneceu em 2,6% da carteira média no 4T25.
Receitas de serviços e seguros
As receitas de serviços e resultado de seguros somaram R$ 58,3 bilhões em 2025, crescimento de 6,3% anual. No quarto trimestre, o montante foi de R$ 15,6 bilhões, alta de 5,9% trimestral e 9,1% anual.
Em adquirência, o valor transacionado em cartões de crédito e débito alcançou R$ 1 trilhão em 2025, avanço de 22,8% no ano. A receita de administração de recursos cresceu 14,2% em 12 meses, com ativos sob gestão e administração de R$ 4,1 trilhões (+17,4% anual).
Eficiência operacional
O índice de eficiência consolidado foi de 38,9% no 4T25, melhora de 0,6 ponto percentual no trimestre e 1,8 p.p. em 12 meses. No Brasil, o indicador atingiu 36,9%, ganho de 0,8 p.p. trimestral e 1,5 p.p. anual.
As despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 66,8 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% anual. Segundo o banco, os investimentos em tecnologia aumentaram três vezes entre 2018 e 2025, enquanto os custos de infraestrutura caíram 40% no mesmo período.
Guidance 2026
Para 2026, o Itaú projeta crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%, com expansão Brasil entre 6,5% e 10,5%. A margem financeira com clientes deve crescer de 5,0% a 9,0%, e o custo do crédito deve ficar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões.
As despesas não decorrentes de juros devem avançar entre 1,5% e 5,5%, com alíquota efetiva de IR/CS entre 29,5% e 32,5%. A base para o guidance considera reclassificações gerenciais e a consolidação dos resultados da Avenue a partir do 1T26.