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Macquarie sobe para 33% na Tenora com licença da FCA

A Macquarie Group ampliou para 33% sua participação na Tenora, fintech de gestão de risco cambial com nova licença EMI da FCA no Reino Unido.

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· 3 min

Atualizado em

A Macquarie Group aumentou sua participação na Tenora para 33%, após aprovação da reguladora prudencial australiana APRA, em movimento anunciado junto à autorização da subsidiária britânica da fintech como Instituição de Moeda Eletrônica pela FCA no Reino Unido. Com a licença, a plataforma TruHedge passa a operar o ciclo completo de câmbio corporativo, do hedge à liquidação internacional, em ambiente regulamentado único.

O que a licença EMI da FCA habilita na Tenora

Capacidade Detalhe
Emissão de moeda eletrônica Integrada ao TruHedge
IBANs virtuais multmoeda Para clientes corporativos em múltiplas divisas
Serviços de pagamento regulados Com proteção de fundos obrigatória pela FCA
Pagamentos internacionais Da exposição ao hedge e à liquidação, tudo na plataforma

Capacidades habilitadas pela licença EMI da FCA para a Tenora Financial Solutions Limited. Fonte: Finextra

Do IPO da Argentex ao TruHedge

Harry Adams, fundador e CEO da Tenora, tem histórico no segmento: fundou a Argentex em 2012 e a levou a um IPO na Bolsa de Valores de Londres em 2019, levantando £14 milhões numa oferta que valorizou a empresa em £120 milhões, segundo o City AM. Adams partiu da Argentex em 2023 e fundou a Tenora com foco em orquestração de ponta a ponta do ciclo de câmbio corporativo. A Macquarie entrou num round anterior, que valorizou a startup em £15 milhões, e agora amplia sua posição para 33% após a aprovação da APRA.

A divisão envolvida é a Macquarie Commodities and Global Markets, braço estratégico do grupo australiano em mercados de commodities e câmbio, não um fundo de venture capital genérico. “A licença EMI autorizada pela FCA da Tenora, combinada com sua tecnologia nativa de IA, é um diferencial no mercado e oferece uma plataforma robusta para expansão”, afirmou Arturo Alonso, diretor executivo sênior da divisão. Adams citou ao City AM a ambição de atingir “mais de £100 milhões em receita em dez anos”, prazo que espera superar ante a trajetória da Argentex.

A integração de hedge e liquidação em plataforma única

Para clientes corporativos, o FX risk management historicamente exigiu duas frentes separadas: plataformas de análise e hedge, de um lado, e bancos correspondentes para a liquidação, de outro. A busca por trilhos mais integrados de pagamentos internacionais já motivou modelos híbridos no mercado, e a licença EMI posiciona a Tenora nessa convergência.

A plataforma agora pode reter fundos, emitir IBANs e processar a liquidação sem dependência de um terceiro banco, o que reduz fricção e pontos de falha no ciclo. “A Tenora foi fundada com a missão de trazer maior transparência e precisão baseada em dados para um setor que historicamente careceu de ambas”, disse Adams no comunicado.

Player Posição/Movimento
Tenora Plataforma TruHedge de FX risk corporativo; EMI autorizada pela FCA; Macquarie Group com 33% após round inicial em 2025
Ebury Fintech de câmbio e pagamentos internacionais para PMEs, investida pelo Santander; retomou plano de IPO em Londres

O que observar

A obtenção de uma licença EMI representa uma mudança estrutural para plataformas de software de câmbio corporativo: do modelo SaaS puro para infraestrutura regulada que retém fundos e processa liquidações. Esse salto eleva o custo de compliance e a intensidade de capital, mas altera o perfil de receita, aproximando a empresa de serviços financeiros e afastando da lógica de assinatura. Vale acompanhar como emissores e tesoureiros corporativos respondem a uma plataforma que centraliza hedge e liquidação: a proposta reduz o número de contrapartes, mas exige que o cliente deposite confiança regulatória num player ainda em fase inicial de escala.

O investidor estratégico, uma divisão de commodities e mercados globais de um banco de investimento, sinaliza que o interesse no ativo vai além do retorno financeiro. Para o segmento de FX tech B2B, é relevante acompanhar se outras plataformas similares buscam licenças EMI ou bancárias no Reino Unido como passo equivalente, especialmente num contexto em que a reguladora britânica vem sendo procurada por fintechs de pagamentos que querem verticalizar sua operação. As projeções de crescimento, porém, partem do próprio comunicado da empresa e não foram verificadas por fonte independente.

Fontes: FinextraCity AMDisruption Banking

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