Paula Neira, Diretora de Vendas da Mambu para América Latina. Foto: Mambu/Reprodução
A Mambu fortaleceu o Core Bancário Agêntico, evolução de sua plataforma de core bancário desenvolvida para ajudar bancos e fintechs a implementar inteligência artificial de forma mais rápida, segura e escalável em suas operações. Segundo a companhia, a iniciativa permite às instituições financeiras reduzir em até 50% os custos relacionados à implementação, integração, personalização, infraestrutura e manutenção, ao mesmo tempo em que habilita mais de 30 mil configurações possíveis de produtos financeiros.
A iniciativa permite conectar modelos e agentes de IA a processos bancários, reforçar a governança sobre sistemas impulsionados por inteligência artificial e gerar insights acionáveis em tempo real a partir de dados operacionais e de clientes.
A IA como vantagem competitiva
A inteligência artificial está transformando o setor financeiro. Da gestão de riscos e prevenção a fraudes à automação de processos e personalização de serviços, bancos e fintechs estão acelerando seus investimentos em novas capacidades tecnológicas. No entanto, à medida que o acesso a modelos avançados se amplia, a diferença competitiva deixará de estar apenas em quem adota a inteligência artificial primeiro, passando para quem consegue implementá-la e convertê-la em resultados concretos para o negócio.
“A velocidade de execução será um dos principais fatores de diferenciação para bancos e fintechs nos próximos anos. Na prática, isso significa que a infraestrutura tecnológica deixará de ser apenas um habilitador para se tornar uma vantagem competitiva”, afirmou Paula Neira, diretora de Vendas para a América Latina da Mambu.
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O contexto macro: Brasil e finanças embarcadas
O desafio ganha relevância especial no Brasil. Em 2025, o país se tornou o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto do mundo, com ingressos de US$ 77 bilhões e crescimento de 23% em relação ao ano anterior. Paralelamente, a expansão do Pix, o avanço do Open Finance e a crescente digitalização dos serviços financeiros estão elevando as expectativas de consumidores e empresas, obrigando as instituições a acelerar seus processos de transformação.
A pressão competitiva também vem de fora do sistema financeiro tradicional. Segundo o Fórum Econômico Mundial, as finanças embarcadas estão transformando a forma como pagamentos, crédito e outros serviços financeiros chegam aos usuários, integrando-se diretamente a plataformas digitais, marketplaces e ecossistemas tecnológicos. As projeções indicam que esse mercado pode alcançar US$ 7,2 trilhões globalmente até 2030.
Sistemas legados e tempo de adoção
Nesse cenário, a infraestrutura tecnológica passa a ter importância semelhante à da própria inovação. Sistemas legados, dados fragmentados e arquiteturas complexas continuam limitando a capacidade de muitas organizações de incorporar novas ferramentas e se adaptar a modelos de negócio que evoluem cada vez mais rápido. A iniciativa busca responder a um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor: reduzir o tempo entre a adoção de uma nova tecnologia e seu impacto efetivo nos negócios.
Mambu e o Core Bancário Agêntico em números
Indicador
Valor
Fonte citada
Redução de custos de implementação
até 50%
Mambu
Configurações de produtos financeiros
> 30 mil
Mambu
Mercado global de finanças embarcadas até 2030
US$ 7,2 tri
Fórum Econômico Mundial
Instituições financeiras na plataforma
> 260
Mambu
Usuários finais atendidos
> 114 mi
Mambu
Chamadas de API por dia
~ 200 mi
Mambu
Indicadores citados pela Mambu no anúncio do reforço do Core Bancário Agêntico. Fonte: Mambu
Base global da Mambu
Atualmente, mais de 260 instituições financeiras utilizam a plataforma globalmente. A companhia atende mais de 114 milhões de usuários finais e processa cerca de 200 milhões de chamadas de API por dia. Entre seus clientes estão organizações como Western Union, ABN AMRO, BancoEstado, Raiffeisen Bank International, N26 e Jago, que utilizam infraestruturas cloud-native para acelerar a inovação, lançar novos produtos e responder com maior agilidade às novas exigências regulatórias e às demandas dos consumidores.
O que observar
O movimento interessa principalmente para bancos e fintechs que avaliam como acelerar a entrega de capacidades de IA em produção sem reescrever a infraestrutura central. Para o leitor que atua em core banking, BaaS ou times de tecnologia de instituições financeiras, vale acompanhar como provedores de plataforma vêm posicionando recursos de IA agêntica e governança, e como o avanço das finanças embarcadas redesenha a fronteira entre instituições financeiras tradicionais e plataformas digitais nos próximos trimestres.