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Stripe libera pagamento em stablecoin para empresas na UE

A Stripe passou a permitir pagamentos em stablecoin para empresas na União Europeia, e a Dune virou uma das primeiras a aceitar sem taxa de câmbio.

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· 3 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A Stripe passou a permitir que empresas na União Europeia aceitem stablecoin como aceitam qualquer outra forma de pagamento, sem integração adicional. A Dune, especializada em dados onchain, tornou-se uma das primeiras da UE a receber pagamentos em stablecoin via Stripe, com liquidação instantânea e sem conversão de câmbio para stablecoins em dólar.

Stablecoin em escala, segundo o relatório da Dune

Métrica Valor
Volume de transferências em stablecoin US$ 35 trilhões
Endereços ativos por mês 30 milhões
Blockchains no dataset da Dune 38
Stablecoins no dataset da Dune mais de 200

Dados do relatório de stablecoins da Dune, feito com a Visa. Fonte: GlobeNewswire

Como funciona o pagamento em stablecoin via Stripe

Pela infraestrutura da Stripe, qualquer negócio já conectado à plataforma pode passar a aceitar stablecoin sem reconstruir o checkout. Pagamentos em stablecoins lastreadas em dólar liquidam sem conversão de câmbio e com auditabilidade onchain completa. No caso da Dune, os clientes passam a pagar por APIs de dados usando USDC, USDT, EURC e outras stablecoins que muitos já mantêm em caixa. “Qualquer negócio na Stripe agora pode aceitar stablecoins tão facilmente quanto aceita todos os outros meios de pagamento, com o benefício de alcance instantâneo, de baixo custo e global, sem integrações extras”, disse Neetika Bansal, Head de Connect, Money Management e Crypto da Stripe (em tradução livre).

O movimento se soma a uma corrida por trilhos de stablecoin no pagamento entre empresas. A Stripe, a Visa e a Mastercard já articulam um padrão compartilhado para movimentação de stablecoin, e plataformas de gestão financeira começaram a deixar empresas pagarem fornecedores em stablecoin dentro do próprio app.

O dado que sustenta a adoção institucional

A aposta da Dune se apoia no próprio dataset de stablecoins. Um relatório que a empresa produziu com a Visa apontou US$ 35 trilhões em volume de transferências e 30 milhões de endereços ativos por mês, sobre uma base que cobre 38 blockchains e mais de 200 stablecoins. “As stablecoins não são mais um experimento. Nossos dados mostram que elas já operam em escala institucional”, afirmou Mats Olsen, CTO da Dune (em tradução livre).

O interesse não se restringe à Europa. No Brasil, onde as stablecoins concentram parte relevante dos fluxos de cripto, a B3 prepara uma stablecoin de real para tokenizar ativos, sinal de que o instrumento avança também em moeda local.

O que observar

O deslocamento aqui é de narrativa: a stablecoin sai da vitrine de ativo especulativo e entra na tesouraria como meio de liquidação entre empresas. Para provedores de dados e software vendidos por assinatura, o atrativo é operacional, encurtar o prazo entre faturar e receber, já que a liquidação onchain é quase imediata. Vale acompanhar se esse ganho se traduz em adoção ampla entre fornecedores de tecnologia ou se fica restrito a quem já mantém stablecoin em caixa.

A outra frente é regulatória. A liquidação sem conversão de câmbio depende de como reguladores tratam stablecoins em dólar e em moeda local, e o enquadramento varia entre jurisdições. Vale observar como adquirentes e gestores de tesouraria vão precificar o risco de custódia e conversão à medida que o volume migra para esses trilhos, e como bancos centrais calibram regras para uso transfronteiriço.

Fontes: Merchants EyeGlobeNewswirePYMNTS

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