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PagBrasil mira US$ 600 mi em Pix internacional no 1º ano

Plataforma RoamingPay conecta Pix a sistemas instantâneos de Argentina, Paraguai e Colômbia, em aposta de US$ 600 mi para o primeiro ano.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A PagBrasil projeta movimentar cerca de US$ 600 milhões no primeiro ano de operação do RoamingPay, plataforma que conecta o Pix aos sistemas instantâneos de Argentina, Paraguai e Colômbia. A aposta marca uma nova fase de internacionalização do meio de pagamento mais usado no Brasil.

Sistemas conectados pelo RoamingPay

País Sistema instantâneo
Brasil Pix
Argentina Transferencias 3.0
Paraguai SIPAP
Colômbia Bre-B

Sistemas conectados pela rede RoamingPay. Fonte: InfoMoney

Como o Pix internacional já roda hoje

O turista escaneia um QR Code no caixa do lojista estrangeiro. O valor já chega convertido em reais, e o pagamento sai pelo aplicativo do banco brasileiro como qualquer Pix doméstico. O comerciante recebe na moeda local. Toda a operação de câmbio, autorização e liquidação acontece em segundo plano via APIs entre o sistema brasileiro e o sistema instantâneo do país onde a compra é feita.

A cobertura atual já alcança Paraguai, Argentina, Uruguai, França, Portugal e Espanha, com negociações em andamento para a entrada nos Estados Unidos, segundo executivos ouvidos pela InfoMoney. O avanço do Pix na América Latina tem ganhado tração desde 2025, com integrações sendo costuradas país a país.

Os fornecedores que constroem a rede

“Os sistemas de pagamento estão se tornando infraestrutura estratégica, como energia ou telecomunicações. O próximo passo é conectá-los globalmente”, afirmou Ralf Germer, co-CEO da PagBrasil, em entrevista à InfoMoney. A empresa já é uma das mais ativas na pauta: recebeu autorização do Banco Central para operar câmbio e foi quem levou o Pix a turistas argentinos via parceria com a Coelsa.

O banco mineiro BS2 trabalha em duas pontas. O Voucher Pay permite que brasileiros paguem no exterior em reais, com o lojista recebendo na moeda local, e admite parcelamento. O Easy Pay viabiliza o caminho inverso, com estrangeiros usando Pix em compras feitas no Brasil. “Um brasileiro pode comprar no exterior e pagar em reais, enquanto o comerciante recebe na moeda local, porque simplificamos uma operação de câmbio que antes era extremamente complexa”, afirmou Carlos Eduardo de Andrade Junior, diretor executivo de Câmbio do BS2. A Getnet, do Santander, também passou a aceitar Pix em maquininhas no Uruguai.

O que observar

O Pix começa a competir como infraestrutura, não só como produto bancário. A pergunta operacional é em quais corredores essa rede vai ganhar densidade primeiro. Países da América Latina com fluxo turístico recorrente para o Brasil têm o caso de uso mais imediato. Já a entrada em mercados maduros como Estados Unidos depende menos de tecnologia e mais de acordos com adquirentes locais e bancos de cobertura nacional, que historicamente têm pouco apetite para mudar fluxos consolidados em cartão.

O segundo ponto é o impacto sobre adquirentes e bandeiras. Quando o consumidor paga em moeda local sem cartão internacional, a tarifa cambial e a comissão da bandeira saem da conta. Vale acompanhar como adquirentes globais e fintechs de remessa reagem, e se reguladores fora do Brasil passam a tratar a interoperabilidade entre sistemas instantâneos como agenda própria, e não como iniciativa privada de provedores de pagamento.

Fontes: InfoMoneyPagBrasilFinTech MagazineLet’s Money: Pix na América LatinaLet’s Money: PagBrasil no câmbioLet’s Money: PagBrasil e Coelsa

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