O Pix Automático cruzou a casa de R$ 1,2 bilhão movimentados por mês ao completar um ano. O Banco Central ativou o serviço em 16 de junho de 2025 e, desde a obrigatoriedade total para todos os bancos em janeiro de 2026, a modalidade já acumula R$ 4,5 bilhões.
Em maio, foram 2,8 milhões de pagamentos pela ferramenta, segundo o painel oficial do BC. Sem taxas para empresa nem cliente, e sem depender de convênio bilateral entre banco e cobrador, o produto chega ao primeiro aniversário como infraestrutura padrão de recorrência. Conta de luz, telefone, escola, academia, condomínio, assinatura e seguro entram pelo mesmo trilho, com autorização prévia do pagador e cancelamento até as 23h59 do dia da cobrança.
O salto desde a obrigatoriedade total
A virada de chave foi janeiro. Antes disso, o Pix Automático era opcional para os bancos. Já em outubro de 2025 a modalidade havia se tornado obrigatória em débitos entre bancos para empresas que não tinham autorização do BC para operar débito direto. Com a obrigatoriedade plena para todas as instituições financeiras, a curva acelerou: foram R$ 4,5 bilhões em cinco meses e a média de transações mensais chegou a 2,8 milhões em maio. 64% dos pagadores são novos na economia digital, segundo levantamento da Ebanx, gente que nunca tinha contratado serviço recorrente antes.
Marcos do Pix Automático no primeiro ano
| Data | Marco |
|---|---|
| 16 de junho de 2025 | Lançamento oficial pelo Banco Central |
| Outubro de 2025 | Obrigatório em débitos entre bancos para empresas sem autorização do BC |
| Janeiro de 2026 | Obrigatório para todos os bancos |
| Maio de 2026 | 2,8 milhões de pagamentos no mês |
| Junho de 2026 | R$ 1,2 bi por mês; R$ 4,5 bi acumulados desde janeiro |
Dados de adoção do Pix Automático no primeiro ano. Fonte: R7
“A obrigatoriedade de uso do Pix Automático nas transações traz maior conveniência e controle ao cliente nas autorizações concedidas e evita débitos indevidos”, diz o Banco Central em sua explicação oficial sobre o produto.








