O Pix encerrou maio com R$ 1,813 trilhão movimentados e 6,311 bilhões de operações registradas, segundo o Banco Central. Comparado ao mês anterior, o resultado representa alta de 2,5%; comparado ao mesmo mês de 2025, expansão de 18,5%. É um ritmo menor que o observado em anos anteriores mas ainda sustentado.
O dado entra em uma janela específica para o sistema. Nas duas semanas que antecederam a divulgação, o Pix acumulou movimentos institucionais de peso: virou marca de alto renome no INPI em resposta direta à pressão externa, ganhou status constitucional via PEC da autonomia do Banco Central na CCJ, e teve anunciado um plano de rastreamento de toda a cadeia de golpes. Os R$ 1,813 trilhão do mês são o volume que dá lastro a esse pacote: nenhum sistema instantâneo público em economia comparável opera com essa densidade.
É a leitura que Guilherme Assis, cofundador e CEO da wealth tech Gorila, descreveu no podcast Let’s Money como Brasil-sandbox-global: um ambiente em que regulação avançada cria o mercado que experimenta primeiro e o mundo observa depois. Pix, Open Finance e Drex formam o núcleo dessa tese.
PIX | VOLUME MENSAL POR PERÍODO
| Período | Volume | Operações |
|---|---|---|
| Maio/2026 | R$ 1,813 tri | 6,311 bi |
| Abril/2026 | R$ 1,768 tri | 5,924 bi |
| Dezembro/2025 (pico) | R$ 1,938 tri | n/d |
| Maio/2025 | R$ 1,53 tri | 5,241 bi |
Volume mensal do Pix. Fonte: Valor Econômico
Quem mantém o volume nesse patamar é a transferência entre pessoas físicas. Esse recorte concentrou R$ 440,2 bilhões dentro do mês, segundo a classificação por atividade econômica do BC, e fica muito à frente da segunda maior categoria, “comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, que somou R$ 109,7 bilhões em pagamentos vindos de pessoas físicas. A composição revela que o uso transacional do dia a dia, e não o B2B nem o varejo digital de massa, é o que sustenta o sistema: detalhe que pesa nas decisões regulatórias e na pressão internacional sobre o trilho.








