Bizum, cartões e instant payments espanhóis passaram a circular sob uma camada compartilhada de antifraude entre Santander, BBVA e CaixaBank. Os três rivais colocaram em produção a FrauDfense Check em 15 de junho de 2026. A plataforma é operada por uma joint venture montada por eles em 2023, que evitou “milhões de euros” em fraude no piloto de um ano.
Os seis fluxos cobertos pela FrauDfense Check no go-live
| Fluxo bancário | Coberto |
|---|---|
| Transações com cartão | Sim |
| Transferências de crédito | Sim |
| Pagamentos instantâneos | Sim |
| Pagamentos via Bizum | Sim |
| Abertura de conta | Sim |
| Contratação de produtos | Sim |
Casos de uso testados pelos três bancos durante o piloto de um ano que antecedeu o go-live da FrauDfense Check. Fonte: Finextra.
Como a rede dos três bancos vai funcionar
A FrauDfense Check cobre seis fluxos do dia a dia bancário: transações com cartão, transferências de crédito, pagamentos instantâneos, pagamentos via Bizum, abertura de conta e contratação de produtos. Quando um cliente entra em qualquer um deles, a plataforma cruza sinais de fraude registrados pelos três bancos antes de a operação ser concluída. O CEO da joint venture, Carlos Requena, era diretor de prevenção a fraude do Santander antes de assumir a aliança. A primeira presidência ficou com Natalia Ortega, responsável pela área global de crimes financeiros do BBVA, com rotação a cada dois anos entre as três instituições.
O movimento na Espanha pega o Brasil em ponto adjacente. Por aqui, a obrigação de bancos e fintechs trocarem dados de fraude está prevista desde a Resolução BCB nº 6 de 2023 e operacionalizada via Quod, empresa controlada por grandes bancos via Febraban. Em entrevista ao podcast Let’s Money em março de 2026, Susan, especialista em compliance, descreveu a lógica que dá liga a esse tipo de arquitetura: “tanto a área de prevenção à fraude, quanto a área de prevenção a lavar dinheiro, consomem dessa base cadastral”, disse. A diferença é que o desenho espanhol consolidou os três maiores nomes em uma plataforma própria; o brasileiro, em uma camada terceirizada compartilhada por dezenas de instituições.








