O Serpro criou em fevereiro uma superintendência antifraude dedicada ao combate de golpes digitais em sistemas do governo federal. A nova estrutura utiliza inteligência artificial e técnicas de engenharia reversa para identificar padrões de ataques e desenvolver contramedidas baseadas em aprendizado de máquina.
A iniciativa conta com uma equipe de 300 profissionais focados exclusivamente em segurança. Segundo Wilton Mota, presidente da estatal, a área reúne mecanismos de combate à fraude com ênfase em ataques de engenharia social, que exploram vulnerabilidades comportamentais dos usuários.
Base de dados inédita sobre fraudes
O Serpro está estruturando uma base de dados inédita para registrar fraudes ocorridas em sistemas públicos federais. O trabalho é realizado em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e contará com informações compartilhadas pelo Banco Central, Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência.
A partir desse repositório, a estatal pretende mapear os modelos de ataques e realizar engenharia reversa. “Vamos aprender com o golpe e reagir com base nesse aprendizado, estudar para se proteger”, explicou Mota em entrevista ao Convergência Digital.








