O Tribunal de Contas da União (TCU) apura a contratação da advogada Lucinéia Possar pelo Banco do Brasil para um cargo de consultoria jurídica da presidência em agosto de 2024. A análise busca identificar se houve violação da Lei das Estatais, já que a advogada assumiu a função um dia após encerrar seu mandato como diretora jurídica da instituição, cargo que ocupou por sete anos.
A investigação foi iniciada após denúncia anônima apontar possível irregularidade na manutenção da remuneração em patamar próximo ao anterior. Segundo o Valor Econômico, os técnicos do tribunal avaliam se a movimentação representa tentativa de burlar a quarentena aplicável a administradores de estatais, mecanismo que visa impedir continuidade de influência decisória.
Diligências autorizadas pelo ministro Nardes
O ministro Augusto Nardes autorizou a realização de diligências no banco para aprofundar as apurações. A área técnica enviou questionamentos sobre como funcionam as indicações aos cargos estatutários, pareceres jurídicos que justificaram a escolha e eventuais comunicações com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST).
Além disso, os auditores solicitaram informações sobre possível pagamento indevido de indenização compensatória, fragilização da segregação de funções e criação de estrutura paralela de poder. O tribunal considera a continuidade da análise necessária diante de potenciais reflexos em legalidade administrativa, governança corporativa e proteção do erário.








