Marcelo Martins é CEO da Iniciador / Foto: Divulgação
Marcelo Martins é CEO da Iniciador / Foto: Divulgação

O Iniciador iniciou 2026 com uma reorganização estratégica de sua estrutura interna para sustentar a próxima etapa de crescimento no mercado de Open Finance. A fintech, especializada em infraestrutura financeira e soluções de Pix, anunciou mudanças no alto escalão e reforços em áreas-chave como operações, produtos e segurança.

O movimento acontece pouco mais de cinco meses após a empresa levantar R$ 32 milhões em uma rodada liderada pelo Valor Capital Group, com participação de Big Bets, Alter Global, Actyus e Norte Ventures, um contexto que ajuda a explicar o foco crescente em escala, governança e execução.

Open Finance como eixo da reorganização da Iniciador

No centro da reorganização está a chegada de Gabriel Napchan, ex-Loft, para assumir o cargo de Chief Operating Officer (COO). Até então, a área de Operações era liderada por Gustavo Bresler, que passa agora a concentrar esforços em Produtos, como Chief Product Officer (CPO).

A mudança sinaliza uma separação mais clara entre execução operacional e evolução do portfólio, algo comum em fintechs que começam a ganhar tração em ambientes regulados e de missão crítica, como o Open Finance. A ideia é permitir que cada frente avance com mais profundidade, velocidade e foco técnico, de acordo com informações do “Finsiders Brasil“.

Além disso, o time de Produtos foi reforçado com a chegada de João Paredes, profissional com passagens por Moip, Loft e Niky, enquanto a área de Segurança passa a contar com Henrique Gonçalves, ex-Nubank e Quanto. A composição do time reforça a leitura de que a empresa está se preparando para lidar com volumes maiores, clientes mais complexos e exigências crescentes de compliance e resiliência operacional.

Escala, confiança e maturidade operacional

Fundada em 2021, o Iniciador atua como uma camada de infraestrutura que habilita funcionalidades de pagamentos e compartilhamento de dados no Open Finance. Entre seus clientes estão nomes como Asaas, iFood Pago, Núclea, Magie e Stone, empresas que demandam alta disponibilidade, segurança e estabilidade dos serviços.

Nesse contexto, o reforço das áreas de Operações e Segurança ganha peso estratégico. À medida que o Open Finance avança para casos de uso mais sensíveis, como iniciação de pagamentos e automação financeira, a confiabilidade da infraestrutura se torna um diferencial competitivo tão relevante quanto o produto em si.

Mais do que uma simples troca de cargos, a reorganização indica um momento de maturidade do Iniciador, que passa a estruturar sua liderança para sustentar crescimento contínuo, atender demandas regulatórias e ampliar sua presença em um mercado que entra em fase mais operacional e menos experimental.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.