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Open Finance: pesquisa mostra o que os brasileiros mais valorizam ao compartilhar dados financeiros

Relatório da Mastercard revela que economia de tempo é o principal benefício percebido pelos consumidores; Brasil se destaca pela disposição em trocar de instituição em busca de melhores experiências digitais

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· 3 min

Atualizado em

Imagem: Pexels

A possibilidade de economizar tempo em tarefas financeiras é hoje o principal benefício percebido pelos brasileiros ao compartilhar dados e conectar contas por meio do Open Finance. Segundo o relatório State of Open Finance 2026, produzido pela Mastercard, o ganho de tempo aparece como a principal vantagem apontada pelos consumidores no Brasil, seguido pela facilidade para realizar pagamentos diretamente entre contas (pay-by-bank).

O levantamento mostra que os consumidores priorizam experiências capazes de eliminar etapas burocráticas, reduzir o preenchimento manual de informações e agilizar atividades como pagamentos, abertura de contas, contratação de crédito e gestão financeira. O estudo também revela que 56% dos brasileiros se sentem confortáveis em compartilhar seus dados financeiros quando há consentimento e benefícios claros para essa troca.

Para Murilo Rabusky, diretor de Negócios da Lina Open X, o resultado reflete uma mudança importante na expectativa dos consumidores brasileiros em relação aos serviços financeiros.

“Os brasileiros passaram a valorizar muito mais a agilidade nas operações financeiras. Se antes era normal esperar horas ou até dias por alguns processos, hoje a expectativa é resolver tudo em poucos minutos. O Open Finance responde a essa mudança ao eliminar etapas desnecessárias e tornar a experiência mais simples e eficiente, sempre com o compartilhamento de dados autorizado pelo cliente”, afirma.

Brasil está entre os países mais propensos a trocar de instituição

A pesquisa mostra que velocidade e praticidade, além de atributos desejáveis, passaram a influenciar a relação entre consumidores e instituições financeiras. Globalmente, 76% dos entrevistados afirmam que considerariam trocar de banco para acessar recursos digitais capazes de tornar a gestão financeira mais simples e rápida. No Brasil, o estudo aponta uma elevada disposição para essa mudança: 77% dos consumidores afirmam estar dispostos a trocar de instituição financeira, um dos maiores índices observados entre os países analisados.

“O Open Finance muda a lógica da prestação de serviços financeiros porque permite que as instituições conheçam melhor o cliente desde o primeiro contato. Com informações compartilhadas mediante consentimento, muitos processos deixam de depender de formulários extensos ou análises repetidas. Isso reduz o tempo de resposta e melhora a qualidade do atendimento”, explica Rabusky.

Compartilhamento de dados acelera serviços financeiros

O estudo mostra que o Open Finance já vem sendo utilizado para reduzir etapas em diversos serviços financeiros. Entre as organizações bancárias entrevistadas pela Mastercard:

  • 75% já oferecem abertura de contas mais rápida;
  • 71% disponibilizam pagamentos simplificados entre contas;
  • 61% utilizam dados compartilhados para recomendações mais personalizadas;
  • 54% oferecem acesso facilitado a crédito com base em dados financeiros autorizados;
  • 51% já aceleram processos de aprovação de empréstimos.

Os consumidores também percebem essa evolução. Segundo a pesquisa, 63% afirmam que as recomendações recebidas das instituições financeiras são mais úteis hoje do que eram há um ano, enquanto 65% dizem que administrar suas finanças ficou menos estressante graças às novas funcionalidades oferecidas.

Consumidor compartilha dados quando percebe valor

Apesar da preocupação com segurança permanecer elevada, o estudo da Mastercard mostra que a disposição para compartilhar dados cresce quando os benefícios são claros.

Entre os entrevistados, 43% pertencem ao grupo identificado como value seekers, consumidores que aceitam compartilhar informações financeiras desde que compreendam como os dados serão utilizados e quais vantagens práticas receberão em troca.

Para Rabusky, esse comportamento reforça que a evolução do Open Finance dependerá cada vez mais da capacidade das instituições de comunicar valor ao usuário.

“O consumidor está se tornando cada vez mais seletivo em relação aos seus dados. Ele não rejeita o compartilhamento, mas faz uma escolha consciente baseada no retorno que espera receber. Isso faz com que as instituições desenhem produtos e serviços que entreguem valor desde a primeira interação.”

O relatório mostra ainda que a combinação entre conveniência, rapidez e controle sobre os próprios dados vem ganhando importância na decisão dos consumidores de aderir ao Open Finance, indicando que experiências mais fluidas e personalizadas tendem a impulsionar a evolução do ecossistema financeiro digital.

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