
O Open Banking britânico está no centro de uma decisão estratégica que pode moldar seu futuro por anos. A Smart Data Group (SDG), organização independente liderada pela indústria, publicou uma proposta defendendo um modelo enxuto e neutro para supervisionar a próxima fase do ecossistema, após consulta aberta pela Financial Conduct Authority (FCA), reguladora financeira do Reino Unido.
Proposta busca independência e eficiência
A discussão gira em torno do design da “Future Entity”, entidade que assumirá o comando do Open Banking sob o novo framework regulatório de longo prazo do país. Segundo o The Fintech Times, a proposta do SDG foi desenvolvida em consulta com bancos, fintechs e grupos de consumidores, defendendo custos significativamente menores que os arranjos históricos e separação clara entre funções de governança e operação comercial.
Paul Scully, presidente do conselho consultivo do SDG e ex-Ministro de Smart Data, argumenta que a próxima fase deve ser construída para o futuro, não restringida por estruturas legadas. A entidade proposta seria sem fins lucrativos, coletando receitas de forma equitativa entre usuários e beneficiários do sistema.
Temor de dominação por grupos específicos
A proposta ganhou apoio de diversos setores da indústria, especialmente aqueles fora das estruturas tradicionais de representação, que temem que a futura entidade seja dominada por interesses específicos. Vinay Jayaram, CEO da Envizage, destacou que o modelo do SDG oferece a rota mais credível para desbloquear todo o potencial do setor através de governança equilibrada e genuína independência.
O Open Banking britânico tem mais de 16 milhões de usuários ativos e registrou crescimento de 53% ao ano em pagamentos. O modelo atual, operado pela Open Banking Limited, enfrentou críticas por custos elevados e falta de equilíbrio na estrutura de financiamento. A Future Entity deverá preparar o terreno para expansão rumo ao Open Finance, permitindo compartilhamento seguro de dados além do setor bancário.