Para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a revolução financeira brasileira já está em curso — e é aberta. Durante o evento “Open Finance 5 anos: conectando o futuro”, Galípolo destacou que o país construiu um dos maiores ecossistemas de finanças abertas do mundo. “O futuro das finanças já começou. E ele é aberto, inteligente e centrado no cidadão”, afirmou.
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A fala não é só institucional. Em números: o Open Finance já conecta 70 milhões de contas e conta com mais de 100 milhões de consentimentos ativos. Em julho, o volume de iniciações de pagamento superou R$ 1 bilhão. A próxima etapa, já em testes, é a portabilidade de crédito. A promessa: agilidade, segurança e vantagem para o consumidor.
Mais do que tecnologia, uma mudança de poder
Galípolo foi direto ao ponto: Open Finance é sobre inclusão, autonomia e escolha. O cliente deixa de ser um refém do banco onde começou e passa a levar seu histórico — e seu poder de barganha — para onde quiser. Para as instituições, o desafio está em transformar dados abertos em estratégia, eficiência e personalização.
A fala do presidente do BC também sinaliza maturidade institucional. Com a criação da Associação Open Finance e evolução da governança, o modelo caminha para se consolidar como infraestrutura crítica do sistema financeiro — ainda que de forma silenciosa.
A revolução será consentida
A transformação do Open Finance não virá com estardalhaço, mas já está mudando a forma como crédito, investimento e pagamentos são acessados no Brasil. O consumidor que entende o jogo sai na frente. O que ainda falta? Uma popularização do “por que” e “como” consentir.
O futuro das finanças é aberto sim, mas não automático. Ele vai depender de como cada cidadão decide participar.