
Ao longo de 2025, o Let’s Money Podcast mergulhou nas grandes transformações que estão redefinindo como pessoas e empresas pagam, recebem e se conectam ao dinheiro no Brasil e no mundo. Nesta retrospectiva especial, revisitamos três conversas fundamentais com líderes que estão moldando o futuro dos pagamentos: Gustavo Lino (INIT), Amanda Sterenberg (AstroPay) e Christina Hutchinson (Nium).
INIT e o potencial inexplorado da iniciação de pagamentos
“A gente está em menos de 1% do que o Open Finance pode entregar de valor para o mercado”, dispara Gustavo Lino, diretor executivo da INIT e head de policy da Cumbuca. No episódio, ele detalha como os ITPs (Iniciadores de Transação de Pagamento) estão expandindo a infraestrutura do Pix e criando novas experiências de pagamento, sem fricção e com segurança.

O grande destaque? A Jornada Sem Redirecionamento (JSR), que permite pagar sem sair da tela — transformando o Pix em uma experiência comparável ao Apple Pay. “Com o uso do protocolo FIDO2, conseguimos criar um modelo mais seguro que o cartão por aproximação”, explica.
Lino também vê o Open Finance como motor dessa transformação: “A experiência do usuário é onde vai acontecer a disputa no mercado financeiro.”
AstroPay e a revolução silenciosa das contas globais
Para Amanda Sterenberg, General Manager da AstroPay no Brasil, a disrupção está no bolso do usuário — mais especificamente, no app que une Pix, dólar, euro, cripto e stablecoin numa única interface. “Câmbio é a nova fronteira de monetização. Quem executa bem não vende spread: vende experiência.”

A AstroPay lidera a corrida por contas globais, com saldos multimoeda, cartão local e IBAN europeu. A estratégia une B2C e B2B: oferece ao consumidor uma conta com DNA global e às empresas, uma plataforma white-label para lançar suas próprias carteiras internacionais.
“Se o usuário já está comigo, por que não lançar mais uma conta global?”, provoca Amanda. Para ela, o sucesso está na combinação de velocidade e proximidade com o cliente: “Tenho uma gama de usuários que consigo entender o que ele quer. O B2C alimenta o B2B.”
Nium e o desafio de tornar o cross-border tão fluido quanto o Pix
Na conversa com Christina Hutchinson, General Manager da Nium no Brasil, os bastidores dos pagamentos internacionais ganham vida. A missão da empresa é simples de entender, mas complexa de executar: fazer com que transferências entre países sejam tão rápidas, baratas e transparentes quanto um Pix.

“Sete dias para não saber se vai receber e nem quanto vai receber não é um mercado muito eficiente”, afirma Christina. Com presença local, liquidez própria e integração via API, a Nium consegue “entregar pagamentos internacionais com cara de domésticos”.
A operação depende de entender profundamente o regulatório de cada país: “Sou global, mas com alma local. Preciso saber até onde posso ir, quando preciso de um parceiro e como reduzo custo e risco.”
De ITPs a contas globais, de Pix por aproximação ao câmbio em tempo real, o que vimos em 2025 foi a consolidação dos pagamentos como uma camada estratégica e invisível da vida financeira. Um campo onde experiência, segurança e dados se unem para definir o vencedor. Essas e outras entrevistas você acompanha em nosso Canal no YouTube e na nossa editoria “Podcasts”.