
O Pix segue avançando para além do aplicativo bancário, e o Itaú quer garantir que essa jornada aconteça dentro do WhatsApp. O banco passou a permitir que clientes realizem transferências enviando apenas uma imagem pelo chat, sem precisar digitar valores ou chaves Pix.
A nova funcionalidade usa tecnologia de leitura e interpretação de imagens para identificar dados como valor e destinatário, propondo a transação automaticamente para confirmação do cliente. O recurso está disponível para usuários que já habilitaram o Pix no WhatsApp pelo aplicativo do banco.

Na prática, basta fotografar uma placa com a chave Pix, um número de conta ou até um valor escrito à mão e enviar para o WhatsApp oficial do Itaú. O sistema reconhece as informações e conduz o pagamento dentro da conversa.
Pix como experiência conversacional
Desde que lançou o Pix no WhatsApp, o Itaú vem apostando em pagamentos conversacionais como forma de reduzir fricção. Atualmente, o canal já aceita transferências por texto, áudio, QR Code e agora imagens. Segundo o banco, o WhatsApp chega a registrar até três vezes mais transações mensais do que outros canais digitais, embora não divulgue números absolutos.
A lógica é simples: levar o pagamento para onde o usuário já está. “O objetivo é resolver necessidades financeiras no mesmo ambiente em que as pessoas conversam com amigos e familiares”, afirma Beatriz Bernardi, diretora do Itaú Unibanco.
Esse movimento reforça uma tendência mais ampla no sistema financeiro: o Pix deixa de ser apenas um meio de pagamento e passa a ser uma camada invisível, integrada a fluxos cotidianos, como dividir a conta do bar ou pagar uma compra informal.
Disputa por canal, não por tecnologia
Apesar do avanço, o Itaú não está sozinho. Funcionalidades semelhantes já existem no Banco do Brasil, Inter e em fintechs como a Magie, o que mostra que a inovação não está mais apenas na tecnologia em si, mas na experiência e escala.
O diferencial competitivo passa a ser quem consegue integrar pagamentos de forma mais fluida, segura e natural no dia a dia do usuário. No caso do Itaú, o WhatsApp surge como peça central dessa estratégia, especialmente em um país onde o aplicativo tem penetração quase universal.
A operação mantém os protocolos tradicionais de segurança, com criptografia de ponta a ponta e confirmação via senha transacional. Ou seja, a simplicidade na interface não elimina os controles no backend.
No fim, o movimento diz menos sobre “fazer Pix por imagem” e mais sobre o próximo estágio da disputa bancária: quem controla a experiência de pagamento no principal canal digital do brasileiro.