Pix por aproximação
Foto: Reprodução

O Pix deixou de ser apenas uma alternativa ao cartão de crédito no e-commerce brasileiro e passou a disputar, de forma direta, o protagonismo nos pagamentos online. Dados recentes indicam que o sistema se aproxima de liderar o valor transacionado no comércio eletrônico já em 2025, sinalizando uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e na lógica do varejo digital.

Em 2024, o Pix somou cerca de 63,8 bilhões de transações, um crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior. Projeções de mercado apontam que, neste ano, o sistema pode responder por quase metade do valor movimentado no e-commerce, superando o cartão de crédito, que por décadas foi o meio dominante nas compras online, de acordo com informações publicadas pela “Carta Capital“.

Menos fricção, mais conversão

O avanço do Pix no e-commerce não está ligado apenas à popularização do meio de pagamento, mas à sua capacidade de reduzir fricções no checkout. Ao eliminar etapas tradicionais do cartão, como digitação de dados, autenticações adicionais e custos embutidos, o Pix encurtou o caminho entre intenção e compra concluída.

Para lojistas, especialmente pequenos e médios, isso se traduz em menos abandono de carrinho, menor custo operacional e recebimento instantâneo. Para consumidores, significa rapidez, simplicidade e previsibilidade no pagamento.

Inclusão fora do crédito tradicional

Outro fator-chave é o alcance do Pix entre consumidores que não têm acesso pleno ao crédito. Ao permitir pagamentos diretos e instantâneos, o sistema ampliou o público comprador no ambiente online, incorporando perfis que antes encontravam barreiras para finalizar compras no e-commerce.

Esse efeito vem redesenhando o ecossistema de pagamentos digitais, reduzindo a dependência exclusiva do cartão e dos intermediários tradicionais. O Pix passou a influenciar decisões estratégicas sobre checkout, mix de meios de pagamento e jornada do cliente.

Consolidação do Pix

O cartão de crédito segue relevante, mas já não ocupa posição isolada no e-commerce. O Pix se consolidou como alternativa real e, em muitos casos, preferencial, tanto para consumidores quanto para lojistas.

A adoção de QR Codes dinâmicos, links de pagamento e checkouts simplificados tornou o Pix parte central da estratégia comercial de lojas virtuais. Nesse novo cenário, a capacidade de integrar pagamentos instantâneos de forma fluida tende a ser um diferencial competitivo.

Mais do que uma mudança tecnológica, o avanço do Pix sinaliza uma transformação no modelo de pagamentos online no Brasil, com impacto direto sobre conversão, custos e inclusão financeira no e-commerce.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.