Veja o resumo da noticia

  • O Pix movimentou R$ 35,3 trilhões em 2025, um crescimento de 33,7% em relação ao ano anterior, demonstrando sua forte expansão financeira.
  • O número de transações via Pix alcançou cerca de 80 bilhões em 2025, refletindo a crescente adesão e utilização do sistema.
  • O Pix possui cerca de 180 milhões de usuários, incluindo pessoas físicas e empresas, com um grande número de contas e chaves ativas.
  • O sistema conta com a participação de 930 instituições financeiras, consolidando-se como alternativa a outros métodos de pagamento.
  • O Banco Central implementou inovações como Pix Cobrança e Mecanismo Especial de Devolução para aprimorar o sistema e sua segurança.
  • O Pix foi alvo de campanhas de desinformação sobre monitoramento da Receita Federal, que foram desmentidas pelo próprio Fisco.
  • Apesar dos ruídos, o Pix se mantém como infraestrutura central do sistema financeiro, servindo de modelo para outros países.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Pix voltou a bater recordes em 2025 e reforçou sua posição como principal infraestrutura de pagamentos do Brasil. Dados do Banco Central mostram que o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 35,3 trilhões ao longo do ano passado, um crescimento de 33,7% em relação a 2024, quando o volume havia somado R$ 26,5 trilhões.

Foto: Reprodução / Banco Central

Além do avanço financeiro, o número de transações também seguiu em trajetória acelerada. Foram cerca de 80 bilhões de operações em 2025, frente a pouco mais de 63 bilhões no ano anterior. Em pouco mais de cinco anos de operação, o Pix já reúne cerca de 180 milhões de usuários, sendo 162,8 milhões de pessoas físicas, além de 617 milhões de contas cadastradas e mais de 920 milhões de chaves ativas.

O ecossistema também segue em expansão institucional. Atualmente, 930 instituições financeiras e de pagamento participam do arranjo, que se consolidou como a principal alternativa a cartões, boletos e transferências tradicionais no dia a dia da economia brasileira.

Pix e o ciclo de inovação

Desde o lançamento, em novembro de 2020, o Banco Central ampliou as funcionalidades do sistema com soluções como Pix Cobrança, Pix Saque, Pix Troco, Pix Agendado, Pix Automático e Pix por Aproximação, além de aprimorar os mecanismos de segurança.

Um dos principais avanços recentes é a evolução do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A versão 2.0, que permite seguir o caminho do dinheiro em casos de fraude, passou a valer de forma facultativa para as instituições em novembro de 2025 e se tornará obrigatória a partir de fevereiro de 2026, fortalecendo o combate a crimes financeiros.

Ataques recorrentes e desinformação

Apesar do crescimento e da consolidação, o Pix voltou a ser alvo de campanhas de desinformação nas últimas semanas, com alegações falsas sobre um suposto monitoramento de transações pela Receita Federal.

O próprio Fisco precisou desmentir publicamente as informações, reiterando que não há monitoramento individualizado de transações via Pix fora das regras já existentes para outros meios de pagamento. A disseminação das notícias falsas ganhou tração com o apoio de atores políticos, entre eles o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Mesmo diante dos ruídos, os números reforçam que o Pix segue como infraestrutura central do sistema financeiro brasileiro, combinando escala, velocidade e novos casos de uso, e consolidando um modelo que já é observado de perto por outros países.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.