
Na tarde de segunda-feira (19), o Brasil parou por 39 minutos. Uma instabilidade no sistema do Banco Central derrubou temporariamente o Pix e provocou uma reação em cadeia: usuários sem conseguir pagar, bancos pedindo calma, buscas no Google explodindo.
A falha aconteceu no DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), base central de dados que sustenta o funcionamento do Pix. O BC confirmou o problema, ocorrido entre 14h31 e 15h10, e afirmou que a situação foi normalizada ainda no mesmo dia, segundo informações do Estadão.
Pix instável, Brasil em alerta
O impacto foi imediato. No site Downdetector, mais de 6 mil reclamações foram registradas em menos de uma hora. Itaú, Bradesco, Santander, Nubank, Caixa e Banco do Brasil figuraram entre os mais mencionados pelos usuários. No Google, as buscas por “Pix” saltaram mais de 1.000% em minutos.
Apesar do retorno rápido, a falha expôs um ponto cego: a hiperdependência de um sistema que se tornou infraestrutura crítica. Lançado em 2020, o Pix virou sinônimo de transação financeira no Brasil. São mais de 160 milhões de usuários, com volumes que ultrapassam R$ 1,2 trilhão por mês.
Quando segundos viram uma eternidade
A comoção digital não foi apenas um reflexo de impaciência. No varejo, no e-commerce, em pequenos comércios e até em operações logísticas, a falha provocou atrasos reais. Empresas que operam com margens apertadas e alta rotatividade sentiram o impacto de não conseguir receber, nem pagar.
Para o Banco Central, o episódio acende uma luz amarela sobre a necessidade de resiliência técnica e comunicação ágil. Em tempos de real digital e finanças programáveis, 39 minutos podem custar mais do que parecem.