Foto: Divulgação / BC
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O Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento doméstico e passou a ocupar um papel central também no turismo internacional. Uma pesquisa do Mercado Pago revela que sete em cada dez turistas argentinos que visitaram o Brasil utilizaram o Pix em todas as compras realizadas durante a viagem.

O levantamento foi feito na primeira quinzena de janeiro, às vésperas do Carnaval, período que tradicionalmente impulsiona o fluxo de visitantes e o consumo no país. O resultado ajuda a explicar por que bares, restaurantes, mercados e pequenos comércios em destinos turísticos já incorporaram o Pix como parte da rotina de atendimento ao público estrangeiro, especialmente argentino.

Pix consolida uso entre turistas argentinos

Segundo a pesquisa, o Pix se destaca pela combinação de simplicidade, segurança e conveniência. Para 96% dos entrevistados, o meio de pagamento é fácil de usar, enquanto 95% afirmam se sentir seguros ao utilizá-lo. A possibilidade de pagar diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de dinheiro em espécie ou cartões físicos, foi apontada como um diferencial por 80% dos turistas.

Outro fator relevante é a eliminação da dependência de casas de câmbio. Os argentinos conseguem usar a mesma conta digital já utilizada no país de origem, reduzindo custos, burocracia e exposição à variação cambial no momento da compra.

Na prática, o Pix passou a funcionar como uma infraestrutura de pagamento internacional informal, mas altamente eficiente, integrada ao cotidiano do turista e ao caixa do comerciante brasileiro.

Controle de gastos e experiência de consumo

Além da praticidade, o Pix também se mostrou um aliado no controle financeiro durante a viagem. Metade dos entrevistados afirmou que acompanhar os gastos em tempo real pelo aplicativo ajuda a manter o orçamento sob controle, um ponto especialmente sensível em viagens internacionais.

O uso do Pix aparece distribuído por toda a jornada do turista. Supermercados e mercearias lideram, com 80% das menções, seguidos por restaurantes (73%). Praias, feiras e pequenos comércios somam 75%, enquanto despesas com lazer e entretenimento, como passeios e ingressos, representam 37%.

O dado indica que o Pix não se restringe a compras básicas, mas já está presente em experiências completas de consumo e lazer.

Gabriel Rios

Editor-chefe

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, também realizou o curso de Jornalismo Econômico do Estadão. Foi editor do BP Money e repórter do Bahia Notícias.