
Este episódio é oferecido pela Jumpstart
“O mercado de fraude virou uma indústria. O fraudador olha para ROI, escalabilidade e automatização. Não é um cara aleatório; é uma operação profissional”, explica Vitor Ramos, sócio da Idwall e especialista em antifraude. O papo com Gabriel Pereira no Let’s Money Podcast parte de um caso real de golpe via celular desbloqueado e mostra como a segurança digital virou questão estratégica.
Com o smartphone no centro da vida digital, perder o aparelho significa abrir caminho para uma sequência de fraudes. O perigo está no encadeamento de ações: uma vez com o aparelho em mãos, o criminoso explora sistemas de recuperação de senha e muda os acessos rapidamente, antes que a vítima consiga reagir.
“O golpe começa com acesso ao celular desbloqueado. Dali, o fraudador vai para e‑mail, WhatsApp, bancos, redes sociais, tudo está interligado”, explica Vitor.
Dicas da Idwall
Para o usuário final, a principal recomendação é separar o que é uso cotidiano do que é infraestrutura sensível. Entre as dicas: ter um segundo aparelho apenas para apps bancários, evitar autenticação automática via biometria e usar e-mails de recuperação exclusivos e inacessíveis do celular de rua.
“Você está saindo de casa com o cofre inteiro no bolso. Toda a sua vida financeira está ali. É muito poder concentrado em um único ponto de falha”, alerta Vitor.
Já para empresas, a lição é orquestrar múltiplas camadas de proteção. “A gente precisa olhar para biometria, mas também para comportamento, para contexto. É a combinação de sinais que impede o golpe antes de acontecer.”
Ramos destaca a importância de tecnologias como prova de vida passiva, biometria comportamental e KYE (Know Your Everything) para evitar fraudes que exploram engenharia social e dados vazados.