
Este episódio é oferecido pela Jumpstart
No Let’s Money Podcast, Gabriel Pereira conversou com Renato Sanches, Senior Manager de produtos do Mercado Pago, sobre como a empresa vive sua cultura de produto em escala, desde a definição dos problemas certos até a entrega de experiências simples para milhões de usuários.
“A gente precisava de times mais próximos dos usuários, com autonomia para decidir e capacidade de execução. Isso mudou tudo”, explicou Renato.
Princípios do Mercado Pago
Para Renato, cinco princípios norteiam a cultura de produto no Mercado Pago: accountability, capacidade resolutiva, boa formulação de problemas, domínio integral do produto e benchmark com intencionalidade.
“Se você não sabe o problema que está resolvendo, qualquer solução serve, e isso é perigoso. A clareza do problema muda completamente a priorização e o impacto”, afirmou.
- Accountability: a pessoa que lidera um produto é responsável pelos resultados e métricas, tanto nos acertos quanto nos erros.
- Capacidade resolutiva: não basta identificar problemas; é preciso garantir que eles sejam efetivamente resolvidos com compromisso e execução.
- Formulação de bons problemas: entender com clareza qual problema está sendo resolvido, quais são as opções e qual é a recomendação certa antes de propor soluções.
- Domínio integral do produto: conhecer profundamente o produto, seu impacto no negócio e sua experiência, inclusive usando‑o como “heavy user”.
- Benchmark com intencionalidade: olhar concorrentes e tendências com o objetivo de transformar essas análises em melhorias concretas no produto.
Renato explicou como esses princípios se refletem na evolução da central de pagamentos do Mercado Pago, que começou como um simples scanner de boletos e hoje é um canal único de pagamentos para PIX, QR Code, boletos e mais, com funcionalidades como agendamento, lembretes e organização por marcas ou pessoas, facilitando a vida financeira do usuário sem expor a complexidade dos diferentes “rails” de pagamento.
A conversa também abordou o papel da inteligência artificial como ferramenta de potencialização, ajudando na produtividade das equipes (por exemplo, para prototipar ou estruturar documentos), mas sem substituir a responsabilidade humana pelos resultados e pela execução das ideias.
Ao final, Renato reforçou que uma cultura de produto de verdade é aquela que mantém o usuário no centro, prioriza problemas reais e dá às pessoas autonomia com responsabilidade para mover iniciativas adiante, sempre com foco em simplicidade e valor entregue.
“Tecnologia é meio. No fim, o que importa é o valor entregue para o usuário. Nosso papel é garantir que cada funcionalidade resolva um problema real, de forma simples e escalável”, conclui Renato.