A Makasí, fintech de Curitiba que atua como correspondente bancário no crédito para construção residencial, calcula que vai originar, ao longo de 2026, mais de R$ 1 bilhão em crédito para obras, segundo números da própria empresa publicados pela coluna Paraná S.A., da Gazeta do Povo. Pela projeção, o dinheiro deve bancar mais de 3 mil moradias, de casas individuais a empreendimentos de incorporadoras.
O Paraná aparece como terceira praça da fintech quando a conta é o crédito que incorporadoras pediram à plataforma: R$ 520 milhões, e só os mercados paulista e catarinense pedem mais. A empresa afirma ainda que a capital paranaense, sozinha, gerou mais pedidos do que mercados inteiros como Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. São valores solicitados, e não concedidos, e a coluna não informa o período da medição.
Makasí · números da própria empresa
A Makasí prevê originar mais de R$ 1 bi em crédito para obras em 2026
Projeção para 2026 e crédito já solicitado por incorporadoras do Paraná

Fonte: números da Makasí citados pela Gazeta do Povo (06/10/2026). Arte: Let’s Money.
Risco medido pela obra, não só pelo balanço
Caio Bonatto fundou a empresa com Fabiane Pellegrino e Lucas Maceno, e a tese do trio é que construtoras com projetos viáveis ficam sem crédito porque o mercado mede o risco pela empresa, e pouco pelo empreendimento. Por isso, o modelo cruza os números financeiros da tomadora com dados do próprio empreendimento, e a Makasí diz apoiar essa leitura em IA e em ferramentas de dados.
“Cada projeto tem uma dinâmica, um ciclo de obra e uma estrutura de risco diferentes. Por isso, não dá para olhar somente para o balanço da construtora. É preciso entender o empreendimento que está sendo financiado”, disse Bonatto, sócio-fundador da Makasí, à Gazeta do Povo.
O que entra na análise de crédito da Makasí
| Camada | O que a fintech diz avaliar |
|---|---|
| Empresa | Informações financeiras da construtora ou incorporadora |
| Projeto | Características e viabilidade do empreendimento |
| Execução | Evolução física da obra |
| Dinheiro | Como os recursos liberados são usados |
Modelo descrito pela própria empresa. Fonte: Gazeta do Povo
A ideia vem da trajetória de Bonatto. Filho de um incorporador do Paraná, ele fundou antes a Tecverde, de construção industrializada, e diz ter visto de perto empreendimentos bons travarem no financiamento. “O problema não estava na qualidade do empreendimento, mas na forma como esse risco era analisado pelo mercado. Foi dessa lacuna que surgiu a Makasí”, afirmou.








