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Coinbase e Citi deixam grandes lojistas cobrar em stablecoin

Lojistas do Citi recebem em moeda fiduciária o que o cliente paga em stablecoin: a Coinbase converte o ativo e o banco liquida. A oferta começa pelos EUA.

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· 3 min

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Grandes lojistas clientes do Citi nos EUA vão poder cobrar em stablecoin sem precisar guardar o token. A infraestrutura da Coinbase converte o token em moeda fiduciária, e o Citi liquida os recursos como banco responsável. A Coinbase detalhou o arranjo num post publicado em 28 de setembro de 2026.

As duas frentes da colaboração Coinbase e Citi

Frente Como funciona
Aceitação de stablecoin (Spring by Citi) Cliente paga em stablecoin, a Coinbase converte em moeda fiduciária e o Citi liquida como banco responsável
Contas virtuais (Coinbase Virtual Accounts) Virtual Account Wallet do Citi dá a base bancária; a moeda fiduciária recebida vira stablecoin de forma automática
Onde começa Estados Unidos, com mais recursos previstos nos próximos meses

Desenho da colaboração descrito pela Coinbase. Fonte: Coinbase

Uma ponte nos dois sentidos

A frente voltada aos lojistas passa pelo Spring by Citi, a plataforma do banco que reúne credenciamento, gateway e liquidação. Por ela, os clientes institucionais do Citi recebem em stablecoin, mas o dinheiro chega na moeda tradicional: a conversão fica com a Coinbase, e a liquidação, com o banco, segundo a PYMNTS. Do outro lado do caixa, a Coinbase estima em mais de 150 milhões os detentores de stablecoin no mundo, o público que pode pagar por esse caminho.

O caminho inverso atende quem desenvolve produtos sobre a Coinbase. A exchange escolheu o Virtual Account Wallet, peça da oferta de Banking-as-a-Service do Citi, como base das Coinbase Virtual Accounts. Com elas, fintechs e outras empresas podem dar aos próprios clientes contas com marca própria, e a moeda fiduciária que entra vira stablecoin sem etapa manual. Alec Lovett, chefe de produto de infraestrutura da Coinbase (head of infrastructure product), descreveu o resultado como “funcionalidade parecida com a de uma conta bancária, com a velocidade das stablecoins por baixo” (em tradução livre).

“Esta colaboração dá aos clientes da Coinbase infraestrutura de moeda fiduciária de nível bancário de um lado e, do outro, aos clientes institucionais do Citi aceitação de stablecoin fácil e de baixo atrito, sem que nenhum dos lados precise construir ou gerir um sistema de que não precisa”, disse Brett Tejpaul, chefe da Coinbase Institutional (head of Coinbase Institutional), em tradução livre.

Pelo lado do banco, Debopama Sen, chefe de pagamentos da divisão Services do Citi (head of Payments, Services), afirmou no mesmo post: “Nosso objetivo é construir a próxima geração de infraestrutura de pagamentos, uma que seja fluida, interoperável e opere tanto em instrumentos e redes de pagamento tradicionais quanto digitais” (em tradução livre).

Do anúncio de 2025 aos primeiros recursos

A aproximação entre as duas empresas vem de outubro de 2025, quando o Citi comunicou que trabalharia com a Coinbase em pagamentos com ativos digitais. A ideia era começar pelos clientes institucionais e, mais adiante, talvez alcançar os demais clientes globais do banco. A execução começa pelo mercado americano, e as duas companhias prometem novas funções nos próximos meses.

O movimento se soma a outras frentes do banco em ativos digitais. Em agosto de 2026, o Let’s Money mostrou que o Citi lançou o Custody+ e prepara custódia de bitcoin.

Neste mês, o banco apareceu ainda entre as instituições que, com Goldman e UBS, preparam uma empresa de stablecoin em dólar.

O que observar

O arranjo divide o trabalho de um jeito que tira do lojista a parte mais delicada: quem guarda e converte o token é a empresa de cripto, e quem responde pelo dinheiro liquidado é o banco. A pergunta é se a demanda aparece do lado do comprador. Para grandes varejistas, aceitar um meio que pouca gente usa no caixa só compensa se houver volume, e o anúncio não traz metas nem custos de conversão.

Vale acompanhar também como credenciadoras e outros bancos grandes reagem. Se o modelo em que o banco fica com a liquidação e um parceiro cripto com a conversão ganhar tração nos EUA, ele pode virar referência para quem hoje hesita em tocar diretamente em stablecoin.

Fontes: PYMNTS • Coinbase • Decrypt • Let’s Money

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