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Fireblocks abre tokens nativos da Cardano a instituições

Bancos, exchanges e fintechs que usam a Fireblocks poderão custodiar, enviar e receber tokens nativos da Cardano; suporte previsto até março de 2027.

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· 3 min

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A Cardano Foundation anunciou, em conjunto com a Fireblocks, plataforma empresarial que protege US$ 16 trilhões em transações de ativos digitais, que os Cardano Native Tokens (CNTs) terão suporte completo na plataforma Fireblocks. A previsão é que o suporte esteja disponível até março de 2027.

Os milhares de bancos, exchanges, empresas de pagamentos e fintechs que utilizam a Fireblocks poderão custodiar, enviar e receber CNTs com os mesmos controles de segurança e políticas aplicados a todos os demais ativos digitais.

Tokens nativos da Cardano na Fireblocks: o que foi anunciado

Item Dado
Transações de ativos digitais protegidas pela Fireblocks US$ 16 trilhões
Suporte da Fireblocks à ADA, moeda nativa da Cardano Desde 2021
Padrões de token incluídos Cardano Token Registry (CIP-26) e metadados onchain (CIP-68)
Disponibilidade prevista do suporte Até março de 2027

Dados divulgados pela Cardano Foundation e pela Fireblocks. Fonte: Fireblocks

Sem etapas manuais

Os CNTs são emitidos diretamente na blockchain Cardano, ao lado de sua moeda nativa, ADA, que conta com suporte da Fireblocks desde 2021. Até agora, a utilização de CNTs exigia etapas manuais adicionais.

Com o suporte nativo, esses tokens passarão a ser tratados como ativos padrão na plataforma, incluindo aqueles que utilizam tanto o Cardano Token Registry (CIP-26) quanto o padrão de metadados onchain da Cardano (CIP-68).

Infraestrutura para a demanda institucional

Frederik Gregaard, CEO da Cardano Foundation, afirmou: “Instituições raramente adotam um novo ativo de forma isolada. A adoção acontece por meio de uma infraestrutura confiável. A inclusão dos Cardano Native Tokens na Fireblocks coloca os ativos emitidos na Cardano diante das exchanges, empresas de pagamentos e fintechs que utilizam essa infraestrutura diariamente. Para quem emite stablecoins ou ativos tokenizados na Cardano, isso elimina uma das maiores barreiras práticas à demanda institucional.”

Stephen Richardson, Chief Strategy Officer e Head of Banking da Fireblocks, afirmou: “Antes de decidir onde emitir novos ativos, os bancos avaliam dois aspectos: a rede em que o ativo estará hospedado e a infraestrutura que utilizarão para gerenciá-lo. A Cardano passou uma década construindo credibilidade no primeiro aspecto, por meio de pesquisas revisadas por pares, verificação formal e um modelo de governança que pode ser avaliado pelas instituições. A Fireblocks oferece o segundo, com os controles de segurança e políticas que mais de 100 bancos utilizam para gerenciar seus ativos na blockchain.”

Quem está por trás do anúncio

A Cardano Foundation é uma organização independente, sem fins lucrativos e sediada na Suíça, dedicada ao desenvolvimento da Cardano como infraestrutura digital pública. No Brasil, é parceira da Universidade de Brasília (UnB) na criação do primeiro laboratório de desenvolvimento de projetos Cardano da América Latina, voltado à promoção da inovação com foco especial em aplicações para o setor público.

A fundação também aparece em outra iniciativa no país, com a Blockforce: Blockforce e Cardano expandem rastreabilidade com blockchain, com meta de 6,5 milhões de registros até 2030.

Do lado da Fireblocks, outro anúncio recente envolve cartões: a processadora Euronet ampliou a parceria com a Fireblocks e vai levar cartões em stablecoin a bancos, ainda sem data definida.

A Fireblocks e a Cardano Foundation também planejam avaliar novas integrações com DeFi e com o ecossistema em 2027.

O que observar

O anúncio interessa a emissores de stablecoins e de ativos tokenizados na rede, além de bancos, exchanges, empresas de pagamentos e fintechs que já usam plataformas de custódia institucional. Vale acompanhar se o suporte chega dentro do prazo previsto, quais instituições passam a custodiar e movimentar esses tokens depois da integração e quais integrações com DeFi e com o ecossistema serão de fato avaliadas ao longo de 2027. Outro ponto é o efeito, na operação das instituições, do fim das etapas manuais que o uso desses tokens exigia.

Fontes: Fireblocks • Cardano Foundation • Let’s Money: Blockforce e Cardano expandem rastreabilidade com blockchain • Let’s Money: Processadora Euronet levará cartões em stablecoin a bancos

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