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BTG leva cartão e conta em dólar a estudantes no exterior

Com a associação BRASA, o banco oferece cartão com limite de até US$ 6 mil sem histórico de crédito no exterior, conta em dólar e acesso a investimentos.

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· 3 min

O BTG Pactual passou a oferecer a brasileiros que estudam fora do país um cartão de crédito cujo limite pode chegar a US$ 6 mil sem exigir um passado de pagamentos no país onde o aluno estuda. O pacote traz ainda uma conta em dólar com débito e a possibilidade de investir pelo aplicativo. A oferta, divulgada na segunda-feira (28), segundo a Exame, nasce de uma parceria com a BRASA, sigla da Brazilian Student Association, e vale para quem tem cadastro no BRASA ID. A Exame pertence ao mesmo grupo controlador do BTG.

O pacote do BTG para estudantes brasileiros no exterior

Item Condição divulgada
Cartão BTG Pactual Black Limite de até US$ 6 mil, sem pedir histórico de crédito no país onde o aluno estuda
Benefícios do cartão Quatro anos sem mensalidade, pontos ou cashback, IOF zero em compras internacionais, salas VIP
Conta Internacional Conta local em dólar na unidade americana do banco, com cartão de débito
Investimentos Mercados americano e brasileiro, pelo aplicativo
Quem pode aderir Cadastrados no BRASA ID, conforme critérios de elegibilidade

Condições divulgadas pelo BTG Pactual. Fonte: Exame

Cartão sem histórico de crédito e conta em dólar

Não pedir histórico de pagamentos na praça onde o estudante vive é uma das características do BTG Pactual Black que o banco destaca na oferta aos alunos. A lista de vantagens inclui ainda isenção da mensalidade por quatro anos, acúmulo de pontos ou devolução em dinheiro (cashback), compras internacionais sem IOF e uso de salas VIP.

A Conta Internacional é uma conta em dólar de uso local, aberta na unidade americana do BTG, e inclui um cartão de débito para transações locais enquanto o aluno estiver no país. Pelo aplicativo, os estudantes poderão também aplicar em ativos dos EUA e do Brasil. A unidade americana do banco foi ampliada há pouco tempo, com o aval do OCC (Escritório do Controlador da Moeda, na sigla em inglês) e do Fed, dois reguladores bancários americanos.

“O BTG Pactual tem investido no fortalecimento de sua presença nos Estados Unidos para oferecer uma experiência cada vez mais integrada aos seus clientes”, afirmou Roberto Sallouti, CEO do banco.

Da mentoria ao cartão

O vínculo entre banco e associação existe desde 2014 e, até agora, girava sobretudo em torno de recrutamento, mentoria, formação e eventos. A BRASA foi criada há 12 anos por brasileiros matriculados em universidades estrangeiras e hoje reúne mais de 15 mil associados, espalhados por mais de 125 instituições. O BTG já apoia encontros da entidade, caso da conferência BRASA Summit Américas, e, segundo o próprio banco, contrata gente da rede e leva alunos brasileiros de faculdades de fora para vagas de estágio de verão (summer internship).

De acordo com a BRASA, um levantamento recente com mais de mil alunos brasileiros fora do país indicou que a maioria planeja voltar ao Brasil ao terminar os estudos. Ainda segundo a associação, na mesma sondagem o BTG Pactual foi apontado pelos entrevistados como a empresa em que mais gostariam de trabalhar.

Outras instituições brasileiras também vêm reforçando a presença nos EUA. Em setembro de 2026, o Nubank estreou nos EUA e lançou uma conta global multimoeda.

Em janeiro de 2026, o Let’s Money noticiou que o Inter ampliou a presença nos EUA com aval do Fed para abrir uma filial em Miami.

O que observar

O primeiro teste é de crédito. Emissores que liberam cartão sem histórico no país de destino precisam de outro critério para calibrar o risco, e o anúncio não detalha como o limite será definido para cada aluno, apenas o teto. Vale acompanhar que critérios substituem o histórico local na análise e como a inadimplência desse público se comporta quando a carteira ganhar escala.

O segundo é de relacionamento. Se a maioria dos estudantes pretende de fato voltar ao Brasil após concluir o curso, a pergunta é quanto dessa base seguirá como cliente de banco com operação nos dois países, e se associações estudantis passam a ser um canal disputado por instituições brasileiras com braço nos EUA.

Fontes: Exame • Let’s Money • Let’s Money

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