
A Alpaca se tornou o primeiro unicórnio fundado por empreendedores japoneses nos Estados Unidos, após uma nova rodada de investimentos que elevou sua avaliação para mais de US$ 1 bilhão. A fintech atua como provedora de infraestrutura de corretagem, permitindo que empresas ofereçam negociação de ações americanas e outros ativos financeiros de forma integrada, com taxas reduzidas e processamento rápido.
A rodada contou com a participação de nomes de peso do mercado financeiro e de capitais, como Citadel Securities, BNP Paribas Opera Tech Ventures, MUFG Innovation Partners, Flat Capital, DRW Venture Capital, Kraken Ventures e Altered Capital. Além do equity, a Alpaca também garantiu uma linha de crédito de US$ 40 milhões, reforçando sua capacidade de expansão.
Modelo da fintech
O modelo da Alpaca é focado em APIs escaláveis e custódia própria com compensação integrada, o que permite que fintechs, bancos digitais e plataformas de investimento ofereçam acesso a uma ampla gama de ativos sem precisar construir toda a infraestrutura do zero.
Atualmente, a empresa viabiliza negociação de ações, ETFs, opções, criptomoedas e produtos de renda fixa, atendendo mais de 300 parceiros em mais de 40 países. Essa base sustenta milhões de contas de corretagem operadas por instituições financeiras ao redor do mundo.
Expansão regulatória e novos mercados
Com o novo aporte, a Alpaca pretende expandir o portfólio de ativos, além de reforçar sua presença local em mercados estratégicos, avançando na obtenção de licenças regulatórias em diferentes jurisdições. O movimento segue uma tendência crescente de fintechs que atuam como infraestrutura financeira global, conectando mercados, ativos e investidores.
“Nossa missão é democratizar os serviços financeiros para todos no planeta”, afirma Yoshi Yokokawa, CEO da Alpaca, de acordo com o “Finextra“. Segundo ele, a empresa busca se consolidar como padrão global de infraestrutura de corretagem, acelerando o time-to-market de parceiros corporativos e ampliando o acesso ao investimento.