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FidelidadeFintech · Cartão de crédito

Revolut liga pontos a voos da Japan Airlines via Flying Blue

Pontos do RevPoints seguem para o Flying Blue, da Air France/KLM, na proporção de 2:1, e as milhas servem para emitir voos elegíveis da Japan Airlines.

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· 3 min

Quem acumula RevPoints, o clube de pontos da Revolut, ganhou um caminho até os voos da Japan Airlines. Segundo o Passageiro de Primeira, a opção já está disponível no app: o saldo vira milhas do Flying Blue, clube de Air France e KLM, numa conversão de 2:1, e essas milhas pagam trechos elegíveis da companhia japonesa.

O caminho dos RevPoints até a Japan Airlines

Etapa Como funciona
1. Acúmulo RevPoints gerados em compras no cartão de crédito ou de débito da Revolut
2. Transferência Pontos enviados ao Flying Blue (Air France/KLM), proporção de 2:1
3. Resgate Milhas usadas para emitir voos elegíveis da Japan Airlines
Prazo RevPoints valem por 3 anos; saldo não usado expira

Rota de resgate descrita pelo Passageiro de Primeira. Fonte: Passageiro de Primeira

Uma parceria que passa pelo Flying Blue

Pelo mecanismo descrito, a transferência não vai para um programa da própria Japan Airlines. Os RevPoints viram milhas no clube europeu, que já constava entre os destinos do RevPoints, e é com esse saldo que o cliente reserva trechos da companhia japonesa. O site não detalha quais voos entram na lista de elegíveis.

A rota é a do RevPoints no Brasil: a reportagem trata dos cinco planos que a fintech oferece no país e inclui Latam Pass e Smiles entre os programas conectados ao clube de pontos.

O cardápio aéreo é extenso. Numa relação que o próprio site marca como incompleta, aparecem LifeMiles, KrisFlyer, Qatar Airways Privilege Club, Turkish Airlines Miles&Smiles e Etihad Guest. Parte desses clubes, de acordo com o Passageiro de Primeira, não tem outro banco como parceiro no país. Os pontos saem de gastos feitos com os cartões da fintech e valem por 3 anos.

Como o RevPoints ganhou destinos aéreos

No topo do portfólio brasileiro está o plano Ultra, com cartão Visa Infinite, que acumula 3,0 pontos para cada dólar, segundo o site. Quando a Revolut estreou o cartão Ultra, a troca por passagens já contemplava British Airways, Iberia, Qatar e TAP, entre outras.

Em 30/06/2026, a fintech conectou o programa à Latam Pass e à Smiles, os clubes de fidelidade da Latam e da Gol. “O RevPoints conecta gastos do dia a dia, viagens, câmbio e benefícios em uma única plataforma, e a chegada de Latam Pass e Smiles torna essa proposta ainda mais relevante localmente”, afirmou na ocasião, em nota, Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil.

O que observar

Rotas indiretas acrescentam uma segunda conversão ao resgate: a do emissor para o programa de milhas e, depois, a do programa para a tabela da companhia parceira. A pergunta é se clubes de pontos de fintechs passam a mostrar essa segunda etapa com a mesma clareza da primeira, já que é nela que o cliente descobre quantas milhas um trecho de fato custa.

Também vale acompanhar a disputa entre emissores de cartão no Brasil por programas aéreos estrangeiros. Enquanto alguns desses clubes não tiverem outro banco parceiro no país, a lista de destinos pode funcionar como diferencial; se outros emissores fecharem acordos com os mesmos programas, a comparação tende a migrar para a proporção de conversão e para o prazo de validade dos pontos.

Fontes: Passageiro de Primeira • Let’s Money (RevPoints no Brasil) • Let’s Money (plano Ultra)

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