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Inteligência ArtificialIA · Agentes de IA

BNDES aprova R$ 22,28 mi para plataforma de ativos com IA

Financiamento do programa BNDES Mais Inovação vai bancar o Janus, software da BRITech que pretende reunir rotinas de ativos hoje espalhadas em sistemas.

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· 4 min

Foto: André Telles / BNDES

A BRITech, desenvolvedora paulistana de sistemas para investimentos, teve aprovado no BNDES um financiamento que soma R$ 22,28 milhões, dinheiro reservado ao Janus. A plataforma, ainda a ser desenvolvida, vai rodar em nuvem com agentes de IA e quer centralizar rotinas de ativos que as instituições financeiras hoje tocam em sistemas separados. A linha usada é o BNDES Mais Inovação.

O comunicado do banco de fomento, divulgado nesta segunda-feira, não detalha taxa, prazo de pagamento nem cronograma de entrega.

Ativa desde 2014, a BRITech tem sede na capital paulista e vende software que cobre de ponta a ponta a administração de carteiras. Pelas contas da própria companhia, a plataforma atual serve centenas de clientes, roda milhões de posições por dia e sustenta operações com ativos que somam trilhões de reais.

O que o Janus pretende integrar

Camada O que entra, pelo comunicado
Rotinas de ativos Da emissão à liquidação, passando por controle, transferência, conciliação e rastreabilidade
Infraestrutura de mercado Negociação em bolsa e balcão, custódia e escrituração
Agentes de IA Conferência automática de dados, explicação dos resultados da IA e gestão de riscos

Plataforma ainda em desenvolvimento. Fonte: Agência BNDES de Notícias

O que o Janus promete juntar

Pela descrição do BNDES, o Janus será um SaaS (software vendido como serviço), montado em módulos e pensado para a regulação do país. A proposta é plugar as ferramentas que as instituições já usam a novos modelos digitais que cobrem o ciclo de vida de um ativo, da emissão à liquidação, passando por controle, transferência, conciliação e rastreabilidade. A arquitetura também deve conversar com a negociação em bolsa e balcão, com a custódia e com a escrituração.

Na camada de IA, os agentes terão três tarefas: checar dados de forma automática, tornar explicáveis as respostas produzidas pelos modelos e dar suporte ao controle de risco. A BRITech afirma que a vantagem do produto é reunir num único ambiente etapas hoje distribuídas por vários sistemas antigos dentro de uma mesma casa, sem romper com as regras em vigor no mercado.

“O Janus parte da infraestrutura já utilizada pelo mercado brasileiro em seu ambiente regulado, incluindo custódia, escrituração e conciliação, e integra esses processos em uma plataforma SaaS, com automação e agentes de inteligência artificial cujas decisões podem ser explicadas e auditadas”, disse Yuryi Ferber, CEO da BRITech, no comunicado do BNDES. Na avaliação dele, o financiamento encurta um ciclo de inovação que a empresa, sem esse apoio, levaria vários anos para completar.

Nuvem e IA já tiveram crédito do BNDES

“São iniciativas que envolvem novas soluções para diferentes atividades e que evidenciam a capacidade tecnológica das empresas brasileiras, mas que muitas vezes só saem do papel se tiverem um financiamento adequado”, disse José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.

Pelo Mais Inovação, linha que o banco dirige a projetos de P&D e inovação em áreas que considera estratégicas, o BNDES financiou a Magalu Cloud com R$ 300 milhões neste ano.

No setor financeiro, o BNDES também já financiou uma plataforma nacional de IA para bancos e fintechs. Na ocasião, no ano passado, a mineira PD Case Informática obteve R$ 46,8 milhões, valor reservado à criação do sistema batizado PD Bank 3.0.

BNDES · financiamentos aprovados a plataformas de tecnologia

O Janus é o menor dos três financiamentos comparados

Valor aprovado, em R$ milhões. Magalu Cloud e BRITech pelo BNDES Mais Inovação; na PD Case, o programa não foi informado

Financiamentos aprovados pelo BNDES a plataformas de tecnologia em três operações noticiadas pelo Let's Money: R$ 300 milhões para a Magalu Cloud, pelo programa BNDES Mais Inovação; R$ 46,8 milhões para a PD Case Informática criar o PD Bank 3.0, plataforma de IA para o setor financeiro; e R$ 22,28 milhões para a BRITech desenvolver o Janus, também pelo BNDES Mais Inovação.

Operações escolhidas pela redação, não um ranking do banco. Fonte: Agência BNDES de Notícias; Let's Money (PD Case); Let's Money (Magalu Cloud). Arte: Let’s Money.

O que observar

O teste está na adoção. Envolver sistemas críticos de custódia, escrituração e liquidação numa camada em nuvem pede homologação, auditoria e tempo. Vale acompanhar quais perfis de cliente chegam primeiro, se gestoras, administradores fiduciários ou escrituradores, e em que prazo a plataforma sai do papel.

A outra frente é a explicabilidade. Agentes de IA aplicados à conferência de dados e ao risco só ganham espaço em ambiente regulado se as decisões puderem ser reconstituídas por auditores e supervisores. A pergunta é se isso vira exigência para fornecedores de software financeiro.

Fontes: Agência BNDES de Notícias • BP Money • Let’s Money • Let’s Money

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