A BRITech, desenvolvedora paulistana de sistemas para investimentos, teve aprovado no BNDES um financiamento que soma R$ 22,28 milhões, dinheiro reservado ao Janus. A plataforma, ainda a ser desenvolvida, vai rodar em nuvem com agentes de IA e quer centralizar rotinas de ativos que as instituições financeiras hoje tocam em sistemas separados. A linha usada é o BNDES Mais Inovação.
O comunicado do banco de fomento, divulgado nesta segunda-feira, não detalha taxa, prazo de pagamento nem cronograma de entrega.
Ativa desde 2014, a BRITech tem sede na capital paulista e vende software que cobre de ponta a ponta a administração de carteiras. Pelas contas da própria companhia, a plataforma atual serve centenas de clientes, roda milhões de posições por dia e sustenta operações com ativos que somam trilhões de reais.
O que o Janus pretende integrar
| Camada | O que entra, pelo comunicado |
|---|---|
| Rotinas de ativos | Da emissão à liquidação, passando por controle, transferência, conciliação e rastreabilidade |
| Infraestrutura de mercado | Negociação em bolsa e balcão, custódia e escrituração |
| Agentes de IA | Conferência automática de dados, explicação dos resultados da IA e gestão de riscos |
Plataforma ainda em desenvolvimento. Fonte: Agência BNDES de Notícias
O que o Janus promete juntar
Pela descrição do BNDES, o Janus será um SaaS (software vendido como serviço), montado em módulos e pensado para a regulação do país. A proposta é plugar as ferramentas que as instituições já usam a novos modelos digitais que cobrem o ciclo de vida de um ativo, da emissão à liquidação, passando por controle, transferência, conciliação e rastreabilidade. A arquitetura também deve conversar com a negociação em bolsa e balcão, com a custódia e com a escrituração.
Na camada de IA, os agentes terão três tarefas: checar dados de forma automática, tornar explicáveis as respostas produzidas pelos modelos e dar suporte ao controle de risco. A BRITech afirma que a vantagem do produto é reunir num único ambiente etapas hoje distribuídas por vários sistemas antigos dentro de uma mesma casa, sem romper com as regras em vigor no mercado.
“O Janus parte da infraestrutura já utilizada pelo mercado brasileiro em seu ambiente regulado, incluindo custódia, escrituração e conciliação, e integra esses processos em uma plataforma SaaS, com automação e agentes de inteligência artificial cujas decisões podem ser explicadas e auditadas”, disse Yuryi Ferber, CEO da BRITech, no comunicado do BNDES. Na avaliação dele, o financiamento encurta um ciclo de inovação que a empresa, sem esse apoio, levaria vários anos para completar.









