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Agentes de IAIA · Agentes de IA

Agentes de IA erram tarifas de bancos, diz monitora de APIs

No Money20/20 USA, APIContext e FDX dizem que agentes de IA já informam tarifa errada e defendem testes contínuos de segurança no open finance.

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· 3 min

Money2020
Foto: Let’s Money

Agentes de IA que consultam bancos pelas APIs de open finance já informam tarifa errada a clientes e, em testes, nem sempre recusam mostrar o saldo de outra pessoa. O alerta veio de um painel do Money20/20 USA, em Las Vegas, no domingo (18).

Falaram David O’Neill, COO da APIContext, que monitora APIs de grandes bancos, e Jean Paul LaClair, vice-presidente sênior de produto e tecnologia da Financial Data Exchange (FDX), órgão de padrões técnicos de compartilhamento de dados nos EUA e no Canadá com cerca de 200 organizações associadas.

Segundo LaClair, a consulta pública da FDX sobre agentes de IA, aberta neste ano, recebeu respostas de mais de 30 organizações, somando mais de 500 páginas. O tema comum, disse, é a busca de um caminho governado de acesso aos dados. A FDX prevê novos padrões ou guias para o uso de agentes nos próximos meses.

Agentes de IA · open finance

Onde os agentes de IA erraram, segundo o painel

Situação O que deveria ocorrer O que ocorreu
Consulta de tarifa Valor cobrado pelo banco “Grátis” ou valor aleatório
Saldo pedido com falsa procuração Recusa, sempre Nem sempre recusou
Saldo disponível Seguir a definição de cada instituição Agente deduz e pode gerar cheque especial

Tarifa e procuração: testes da APIContext relatados por David O’Neill. Saldo disponível: risco descrito por Jean Paul LaClair, da FDX. Fonte: Money20/20 USA. Arte: Let’s Money.

Tarifa errada e saldo para quem não devia

Para O’Neill, as APIs são as mesmas; mudou o uso que os agentes fazem delas. Num dos testes de monitoramento da APIContext, alguém diz ter procuração de um cliente e pede o saldo dele. A resposta deveria ser sempre não, e nem sempre é. “Há um mundo de diferença entre comer uma lasanha muito ruim num restaurante e transferir US$ 5.000 para alguém em outro país”, disse ele (em tradução livre).

Os primeiros testes pedidos por clientes da empresa, há cerca de um ano, foram de tarifas. Os agentes muitas vezes diziam que o serviço era grátis ou davam um valor aleatório, o que gera risco no atendimento e, em muitos países, multa. LaClair lembrou que cada instituição define saldo disponível de um jeito, e o agente que deduz errado pode gerar cheque especial ou transação recusada.

Certificado e consentimento em xeque

“Um agente pode dizer ‘tenho permissão’, mas como essa permissão é registrada de fato?”, perguntou LaClair (em tradução livre). Ele teme que protocolos como o MCP percam a concessão e a revogação de consentimento já embutidas no canal de API, num mercado com cerca de 40 protocolos para problemas parecidos.

O’Neill citou o Brasil, com Reino Unido e Austrália, entre os modelos baseados em certificados emitidos de forma central, que podem não bastar quando ter o certificado já faz de alguém um agente confiável. Pagamentos, avaliou, estão bem protegidos; um risco mais simples é a leitura de dados. “Se você conseguisse convencer um agente a se passar por um milhão de pessoas e pegar os saldos delas, poderia, em tese, puxar os de todo mundo”, afirmou (em tradução livre).

No Brasil, a estrutura do Open Finance já checa em painéis automatizados a conformidade dos participantes com o padrão de segurança FAPI, como mostra o estudo em que o Banco Mundial destaca como o Brasil fiscaliza o Open Finance.

O’Neill prevê que o JPMorgan terá de aceitar mais agentes, por pressão dos clientes. O banco avisou que vai barrar agentes de terceiros, segundo o American Banker, enquanto BofA e Wells Fargo estudam aceitar o agente de IA do cliente.

O que observar

A proposta de O’Neill é trocar a certificação anual por verificação contínua, diária ou algumas vezes por semana, incluindo o que o agente nunca deveria fazer. Resta ver se os órgãos de padrões vão exigir esse monitoramento, quem paga a conta e se os protocolos de agentes vão herdar o registro de consentimento das APIs reguladas.

Fontes: Money20/20 USA • FDX • Let’s Money: fiscalização do Open Finance no Brasil

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