O canadense BMO (Bank of Montreal), oitavo maior banco da América do Norte em ativos, anunciou na terça-feira (29) que passou a participar do Projeto Agorá. A iniciativa é uma colaboração público-privada convocada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), instituição que reúne os bancos centrais (BCs), e pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF) para estudar como tokenização e programabilidade podem melhorar os pagamentos internacionais de atacado. O grupo soma 8 bancos centrais e mais de 40 instituições financeiras reguladas.
Projeto Agorá em resumo
| Item | Dado |
|---|---|
| Quem convoca | BIS e Instituto de Finanças Internacionais (IIF) |
| Participantes | 8 bancos centrais e mais de 40 instituições financeiras reguladas |
| O que vira token | Reservas de bancos centrais e depósitos de bancos comerciais |
| Teste com valor real | Julho de 2026, com 28 instituições financeiras e bancos centrais |
| Volume do teste | Cerca de CHF 800 mil em 30 transações, em 17 cenários |
| Estágio | Protótipo; os testes vão continuar |
Comunicado do BMO e página do projeto no BIS. Fontes: BMO e BIS
O que o BMO leva para a mesa
A adesão se soma ao trabalho que o BMO já conduz com outras instituições do país numa solução de depósito tokenizado em dólar canadense. Em setembro, o Let’s Money registrou que os seis maiores bancos do Canadá estudam depósito tokenizado num sistema comum, com o BMO no grupo. Com o Agorá, essa frente do banco passa a um ambiente global e com várias moedas, como descreve o comunicado republicado pela Finextra.
“Clientes institucionais precisam cada vez mais movimentar dinheiro com segurança entre mercados, moedas e fusos horários sem ficar limitados pelo horário tradicional de funcionamento”, disse Derek Vernon, chefe de Tesouraria e Soluções de Pagamento para a América do Norte do BMO (Head, North American Treasury and Payment Solutions), em tradução livre. “Ao entrar no Projeto Agorá, o BMO leva sua experiência em pagamentos e seu trabalho com depósitos tokenizados para uma colaboração global focada em construir uma infraestrutura de pagamentos internacionais mais rápida, mais eficiente e resiliente”, afirmou.







